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Time dos gatinhos na gincana do meu aniversário de 21 anos porque não sou obrigada a fazer festa de adulto

Essa foi exatamente a minha reação quando ontem me perguntaram sobre a minha idade. É aterrorizante, eu cheguei na famosa "maioridade total". Posso entrar em todos os cassinos de Las Vegas e encher a cara em qualquer lugar do mundo, mas sinceramente essas são as últimas coisas que me passam pela cabeça quando penso que cheguei aos vinte e um anos.

Na verdade, o fato de fazer vinte e um anos não é lá grande coisa. Eu continuo sem carteira de motorista, continuo pedindo permissão para minha mãe para sair de casa e avisando ela todos os dias quando passo no pedágio na hora de voltar para a faculdade. Entretanto, eu comecei a ter contas para pagar, boletos em meu nome e sob minha responsabilidade - meu dinheiro, minha memória, meu trabalho.

Eu comecei a ter que enfrentar muito mais além dos meus próprios demônios, comecei a por minha cara a tapa para encarar os demônios da sociedade: pessoas que pisam, mas pisam com vontade em você. É como se o mundo fosse uma contínua competição de quem joga mais pessoas para o fundo do poço e eu não sei bem quando eu realmente estarei preparada para isso. Será que um dia realmente estaremos?
Time dos unicórnios (e perdedores)

Eu juro pra vocês que comecei a escrever este texto pensando em desenvolvê-lo para falar sobre a auto-estima junto ao envelhecimento. A questão hormonal, corpo inchado, cabelos brancos, rugas e etc. Queria falar disso e sobre como cada uma dessas coisas nos torna uma pessoa única, como cada ruga de preocupação é resultado de uma experiência que trouxe tanto aprendizado que ficou literalmente marcado na pele. Eu juro mesmo que queria, mas aparentemente minha mente está mais focada nos medos e anseios que vêm com a idade do que com a linda reflexão que eu havia feito anteriormente.

Talvez todo esse meu medo seja extremamente irracional, talvez crescer seja algo bem mais fácil do que eu imagine, mas apagar isso da minha mente não é tão simples. Não sei se eu já deveria estar acostumada com as responsabilidades que a vida traz ou se crescer é difícil assim pra todo mundo. Não desejando que todos passem pelas dificuldades, mas espero não ser a única a encarar as adversidades da vida com tanto medo.

Talvez eu esteja pronta, talvez não mas, sinceramente, não acho que a vida esteja dando muita bola pra isso. Talvez eu não devesse estar pronta para certas ocasiões pois só assim iria aprender isso ou aquilo. Talvez não estar pronta seja ter um privilégio, seja poder aprender sem prévios hábitos, manias e vícios, quase como numa auto escola.

Seria a vida uma auto escola onde aprendemos a dirigir em nossos próprios e tortuosos caminhos? Não sei. Só sei que quero minha carteira de motorista logo (a de verdade, viu?)

Dois mil e dezesseis <- parece até nome de uma das maldições imperdoáveis de Harry Potter se você for pensar em tudo que aconteceu nesses últimos tempos. É casal super shippado terminando, é avião caindo, é problema político, é MUITA COISA!


Pensando no tanto de coisa bad que a gente viveu, pensei em fazer uma retrospectiva positiva do meu 2016 pra tentar inspirar você a ver as coisas boas do seu ano. Sei que grande parte das coisas aqui são extremamente pessoais, mas é pra mostrar que mesmo nas coisas que parecem negativas a gente pode achar algo bom, então vamos lá?

1. Virei Veterana

Não apenas por ser uma delícia deixar de ser bixete de um curso (fala sério, fui bixete duas vezes e nunca tinha me tornado veterana!!) mas também por ter tido a chance de participar da organização da semana de recepção dos meus bixos. Foi incrível poder ajudar nisso e fazer parte de uma semana tão divertida.

Na época ainda estudava na UFU e lá tivemos a chance de nos aproximarmos bastante dos bixos. Apesar das tretas, eu me dei muito bem com uma boa parte deles e guardo no meu coração. Sobre o que vocês devem estar se perguntando: teve trote sim, mas nada violento - só bem sujo de coisas não nojentas como ovo, farinha, tinta, etc - só diversão!

Ser veterana também me ensinou que a tendência da faculdade é melhorar e piorar ao mesmo tempo. Piora tudo na questão da dificuldade dos trabalhos, na exigência dos professores e na quantidade de coisas pra fazer. Entretanto, temos com certeza disciplinas muito mais interessantes com o passar do tempo. Começamos muito na parte teórica - que é um saco - e só depois vem a prática, que é o que tanto queremos!

2. Party Hard

Depois de terminar um relacionamento logo após o carnaval eu não tenho como negar: eu dei a louca em Uberlândia. Tentei aproveitar o máximo possível de todas as festas sem me preocupar em dar satisfação pra ninguém - além da minha mãe, claro.

Acho que tudo que eu não aproveitei no meu semestre de turismo em Sorocaba eu curti em dobro na UFU nesse primeiro semestre do ano. Quase matei minha mãe do coração mas foi um tempo bom pra relaxar minha cabeça, ter novos aprendizados e conhecer pessoas ótimas. Da página do Spotted - UFU, surgiu um grupo de rolés entre mulheres desconhecidas (que depois englobou os homens também) que estavam em busca de gente pra dar rolé. Foi uma das melhores coisas que aconteceu, me trazendo rolés incríveis e inimagináveis! Experiências que estarão pra sempre no meu coração.

3. Decidi Mudar - Novamente

Já tinha largado mão de uma faculdade mas por algumas complicações da minha cachola, passei meses pensando sobre o curso e o lugar onde eu estava, era realmente isso que eu queria?

Pensei em mudar de curso, de faculdade, só sabia que não queria voltar para o cursinho - Deus me livre de encontrar certos coordenadores novamente - e que não estava bem como deveria em Uberlândia. Apesar da farra toda, o final do semestre sempre mexeu comigo por motivo de estresse. Acontece que no meu último semestre lá, tive algumas tretas com pessoas que considerava amigas e tudo foi virando uma bola de neve.

Depois de pensar bem, conversar com a minha família e psicóloga, veio a decisão: voltar para Jaboticabal e transferir a faculdade. Antes pensava em  mudar de curso, mas graças a uma conversa com meu irmão, mudei os planos e o curso de publicidade virá depois do meu primeiro diploma. Foi assim que acabei aqui na UNAERP duas semanas depois do começo das aulas - valeu federal por atrasar tudo!

4. Comecei A Trabalhar

Quando vim pra casa nas férias pude ter a chance de começar a trabalhar. Pode não ser O trabalho dos meus sonhos, já que nem mesmo é na minha área, mas é uma oportunidade muito boa poder trabalhar na loja da minha irmã. Atualmente trabalho meio período e tenho um pouco mais de independência com meu próprio dinheiro. Além disso, estou aprendendo bastante sobre as coisas de informática e, principalmente, sobre ter auto controle, porque é cada situação que é melhor nem comentar, né?

Esse é meu emprego real oficial, porém também encaro o E Aí Ferrá como um trabalho, que surgiu por muita ajuda da menina Daniele, que me trouxe de volta à blogosfera. Ele pode não estar me gerando renda - ainda - mas levo muito a sério e estou investindo muito do meu tempo (e logo vai dinheiro também) para ver ele crescer. Fecho então o ano com meus dois trabalhos.

5. Amizades

Não posso começar esse tópico sem falar da maravilhosa menina Daniele, que não só veio como uma amizade bomba na minha vida, como também me trouxe experiências e ensinamentos maravilhosos. Sim, vocês vão cansar de me ouvir agradecendo a ela, mas como falei nesse post: foi muita coisa boa vindo de uma pessoa só hahaha.

Mesmo morando longinho, ainda espero que tenhamos muitos roles pra dar em Jaboticahell/região e na Grande São Paulo. É uma pessoinha que entrou na minha vida pra nunca mais sair! Será que amo?

Além dela, quando voltei pra UNAERP me encontrei no mesmo busão que a Ana, uma amiga do colegial e, graças a ela, estou voltando a ter contato com algumas outras amizades e formando novas que são maravilhosas. Pensa numa pessoinha grata - sou eu!

Além de estar formando novas amizades aqui agora, também pude encontrar novas amizades MARAVILHOSAS em Uberlândia. Fossem meus bixos, a galera do grupo do Spotted ou da BSPM, cada um ganhou um espacinho maravilhoso no meu coração e eu espero poder rever todos logo!

6. Conheci O Lu

No meio de tanto estresse da transferência da faculdade, o atraso na entrega da documentação valeu a pena. Por eu ter chegado atrasada, me encontrei na aula de rádio sem um grupo pra trabalho e, por muita boa vontade do destino, havia mais dois garotos que também chegaram atrasados e precisavam de grupo. Logo eu conheci o Lu e o Pedro e estávamos juntos perdidos e atrasados.

Esse trabalho foi o que precisou pra eu começar a conversar com o Lu e daí pra frente, a coisa só melhorou! Agora estamos a 3 dias dos nossos 3 meses de namoro e montando nossa história que eu pretendo que seja bem longa. Um dos melhores presentes de 2016, aliás, de toda a minha vida.

7. Férias

As férias vieram carregadas. Em meio aos meus tratamentos tive que lidar com a seguinte situação: nas férias eu passaria mais tempo em casa - que está bem cheia e estressante - e diminuiria meu tempo na faculdade - onde eu tinha paz, podia ficar com o Lu e encontrar os amiguinhos. Mesmo sem entender toda a situação, já dá pra ver porque minhas crises de ansiedade voltaram com tudo, né?

Felizmente estou lidando com tudo de uma forma muito melhor do que esperava. Minha paciência está evoluindo MUITO e me surpreendo a cada dia. É uma prova da vida que está aqui me mostrando o quanto a família é algo indispensável, então apesar de tudo, estou tentando tirar o melhor proveito disso. Calma, paciência e tolerância.

8. Família

Apesar disso tudo, estou tendo a chance de me aproximar  muito da minha família e mostrar que eu posso ser melhor do que esperavam (até mesmo do que eu esperava). Acho que mais do que nunca estou bem próxima da minha mãe e sou extremamente grata por isso, espero que nossa relação esteja sempre no caminho da melhora.


Como vocês podem ver, mesmo quando as situações não parecem muito favoráveis, nós sempre temos uma ótima oportunidade para aprender algo ou tirar algum proveito que seja. Como a Dani me ensinou - temos que ser gratos por tudo que podemos ter/viver. Então sim, apesar der quebrado meu coração com o fim de Bonner e Fátima, Angelina e Brad, meu 2016 foi um ano bem bom e do qual eu tenho MUITO pra agradecer.