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Oi gente! Pra quem não sabe, minha primeira formação é em Gastronomia (me formei no Senac de Águas de São Pedro). Quando ainda estava na faculdade, me interessei por café e lá mesmo já comecei a fazer alguns cursos de barista, degustação, latte art (aqueles desenhos que se faz com leite) e por aí vai… 
Muita gente me pergunta por onde tomo café aqui em São Paulo, então decidi compartilhar com vocês os lugares que frequento e que fazem um trabalho muito bom. Trabalhar com café exige muita dedicação e muito estudo, não é fácil!

Black’n Load Coffee Truck (@blacknload)
O Black’n Load é uma cafeteria ambulante que fica dentro de uma kombi reformada. A decoração é toda em steampunk e eles tem os docinhos mais gostosos do mundo (prove o bolo de côco gelado e o brownie com nutella). O cardápio de bebidas é mais focado em cafés com leite: tem cappuccino com nutella, com essência de amêndoas, cefé gelado batido com sorvete. Se você não é muito fã de café, mas mesmo assim não resisti em ir conhecer, aproveite a viagem para pedir o chocolate quente e não se arrependerá.
Ah! O grande destaque deles é o pessoal que trabalha na kombi. São extremamente atenciosos e engraçados (quando você perceber, já será amigx de todo mundo).         
Me localiza? Atualmente a kombi está na Avenida Presidente Juscelino Kubistchek, 1600. É um prédio comercial, basta entrar pela direita e seguir até o final. 
O jeito mais fácil de chegar? Pela estação Vila Olímpia de trem.   


King of the Fork (@kingofthefork)
Se você procura um lugar para fazer uma refeição maravilhosa e tomar um café 10, o King of the Fork é a cafeteria para isso. Os lanches são ma-ra-vi-lho-sos e fogem do convencional, com queijos e molhos diferentes (prove o panine, um pão de queijo recheado com queijo gouda e lombo canadense) e eles tem mais de uma opção de grãos de café. Não posso dizer qual o melhor, já que ele mudam constantemente, mas você pode pedir indicação para os baristas, que darão uma sugestão baseada no que você gosta.

Não saia de lá sem provar o cookie de três chocolates, e peça para esquentarem um pouquinho, fica parecendo um bolo de chocolate por dentro. 
Me localiza? O King of the Fork fica na rua Artur de Azevedo, 1317. 
O jeito mais fácil de chegar? Descendo na estação Fradique Coutinho, da linha 4 amarela do metrô. 

Takko (@takkocafesp)
De longe o lugar mais hipster e descolado de São Paulo. O cardápio de café deles tem menos variações e não mistura ingredientes que não sejam leite, café e gelo e são sempre muito bem preparados. Se quiser algo diferente, peça indicação de algum método de preparo, como aeropress ou french presss.
Para o café da manhã, sempre vou de cappuccino e pão de queijo prensado, enquanto para a fominha mais intensa (ou almoço), peço a torta de frango com salada (melhor torta da história das tortas), que vem também com uma granola salgada muito gostosa.
Me localiza? O Takko fica na rua Dr. Cesário Mota Júnior, 379. 
O jeito mais fácil de chegar? Pode ser pegando qualquer ônibus que desça a Consolação. 

Gostou das indicações? Têm algum lugar que merecia estar nessa lista? 
Conta aqui nos comentários!

Você, provavelmente, acessou essa matéria esperando por um texto que confirmasse a tese sobre o quanto os grandes centros são cinzentos, tanto na questão de urbanismo quanto nos corações dos milhares de moradores. Eu nunca encarei São Paulo por essa visão, e olha que já passei por diversas situações - das mais felizes até as que prefiro não reviver - morando há quase um ano por aqui.
Essa foto aí de cima é uma das minhas favoritas na cidade, tirada a uma semana atrás, em um dos bairros mais conhecidos (ainda que meramente por nome): Avenida Paulista. Ou, como eu chamo carinhosamente de "Times Square brasileira". 

Ai que "poser" essa garota, vivendo uma vida de classe média-alta, bebendo seu café no Starbucks e dizendo que é fácil viver em um grande polo. Tenho um segredinho para revelar: nem sempre vivi bem em São Paulo, e, dependendo do seu padrão de vida, talvez considere que eu ainda não o viva.
"Por que mesmo o título da postagem? Vai lamentar sua vida aqui?"
Posso te dizer, com toda a força que minha última intenção na vida é reclamar. Tenho como lema que o que não é benção é lição de vida. Sou muito grata por cada momento em solo paulista.

Sempre vejo cartazes do tipo "mais amor, por favor" e juro para você que, no meu ponto de vista, São Paulo é a cidade do "mais amor, sem por favor"!

Não sei bem se quem é nascido aqui na metrópole ou quem nunca veio para cá vai me entender. Mas o que eu vejo nas pessoas é o sentimento de compreensão. Uma cidade tão cheia e com a vida tão corrida pode ser solitária as vezes, ironicamente, são milhares de pessoas vivendo a mesma solidão e é nesse momento que todos se consolidam com as pessoas ao seu redor.

Inúmeras vezes vi gentilezas acontecerem entre pessoas que se nunca se viram antes, e que provavelmente não se verão nunca mais. Desde o respeito em jogar o carro para o lado para que a ambulância possa atravessar um congestionamento quilométrico - sim, isso precisa ser citado porque não vejo esse respeito nas cidades do interior - até a pessoas que se mobilizam e fazem protestos contra causas que talvez nem alterem as rotinas delas, mas que fazem o bem ao próximo.
A frase que mais escuto de quem me ouve falar sobre meu amor pela cidade é que sou louca por me declarar assim, pois é uma cidade de quem vive numa correria acalorada com corações frios. 

Sinceramente acredito que os corações realmente gelados estão muito mais ligados as histórias de vida de cada pessoa do que com o CEP de cada uma. O meu amor por São Paulo é quente, bem mais que qualquer cappuccino cobiçado do Starbucks.
Quer mais um segredo para fechar essa postagem bem surpreso? Detesto café e não bebo leite, ou seja, não gosto de praticamente nada que é extremamente requisitado no cardápio do Starbucks.

Fotos clicadas pela Crystal Spinelli, do diários de um piquenique, com a câmera da Maria Ienke, do Novas Alices.