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- 6 pontos

Foi nessa hora que meus olhos se encheram (involuntariamente) de lágrimas. Seis pontos. S-e-i-s.

Sessenta por cento da nota do bimestre de uma das minhas matérias favoritas foram pelo ralo quando percebi que não teria tempo de entregar nada.

Para alguns, seria normal, para outros seria só "tirar umas fotos quaisquer", mas pra mim nunca foi assim. Ter notas baixas ou pegar dps em disciplinas que eu não gostei - eu choro mas sobrevivo. Agora, ir mal em uma das minhas favoritas - fotojornalismo - é como uma tortura medieval sendo customizada para os dias atuais e, mais precisamente, para o ambiente universitário.

Acontece? É claro, sempre acontece, principalmente com aqueles que tentam abraçar o mundo sozinhos.

Infelizmente eu nunca fui mulher de pouca intensidade. Quando eu faço, eu faço. Quando eu quero, eu quero. Quando eu amo, eu amo. Só que isso também traz dois resultados extremos e opostos:
Quando eu consigo, eu consigo.
Quando eu falho, eu falho miseravelmente.

Talvez seja só um jeito do mundo me dizer: ei garota, vai com calma. A piscina em que você está pulando é muito mais rasa do que você pensa. Mas desde quando eu dei ouvido ao que o mundo tentava me dizer?

E agora? Me resta esperar que o mundo não seja tão cruel como dizem por aí. Já sei que esta será uma disciplina de uma primeira vez:

  • ou a primeira disciplina a ser trancada por eu simplesmente não dar conta;
  • ou a minha primeira dp;

É bem simples, uma bifurcação onde sou apenas a marionete do departamento que lerá meu requerimento de exclusão e me guiará por qualquer um dos caminhos - preferencialmente o primeiro, em minha mera opinião.

Talvez, no fundo, ainda haja esperança para que a bifurcação seja na verdade tríplice - com um caminho escondido que me leve a conseguir passar na matéria, mas que me resta senão esperar e, quem sabe, finalmente aprender que uma só pessoa não abraça o mundo, não importa quão longos forem seus braços, quão boas sejam suas intenções. Simplesmente não dá.

Quem sabe esse desespero que me afoga seja um ato desesperado do mundo tentando me ensinar a ter calma, a conhecer os meus limites, a entender que por mais que eu queira, o dia só tem 24 horas.

Se eu realmente aprendi, só o tempo irá dizer. Todavia, garanto que a sensação desagradável que a falha me proporcionou foi o suficiente para meu consciente não querer lotar a agenda por um bom tempo. Quanto tempo? Não sei.

Só espero que seja tempo o suficiente para conseguir cumprir minhas tarefas e me sobrar um pouquinho para escrever sobre os exageros, as faltas e o caos que a vida carrega em sua essência.

- 6 pontos.

Seis pontos a menos na faculdade e muitos a mais na escola da vida.

- Quantos anos você tem?

- Dezeno... MEU DEUS EU FAÇO VINTE E UM AMANHÃ.

Time dos gatinhos na gincana do meu aniversário de 21 anos porque não sou obrigada a fazer festa de adulto

Essa foi exatamente a minha reação quando ontem me perguntaram sobre a minha idade. É aterrorizante, eu cheguei na famosa "maioridade total". Posso entrar em todos os cassinos de Las Vegas e encher a cara em qualquer lugar do mundo, mas sinceramente essas são as últimas coisas que me passam pela cabeça quando penso que cheguei aos vinte e um anos.

Na verdade, o fato de fazer vinte e um anos não é lá grande coisa. Eu continuo sem carteira de motorista, continuo pedindo permissão para minha mãe para sair de casa e avisando ela todos os dias quando passo no pedágio na hora de voltar para a faculdade. Entretanto, eu comecei a ter contas para pagar, boletos em meu nome e sob minha responsabilidade - meu dinheiro, minha memória, meu trabalho.

Eu comecei a ter que enfrentar muito mais além dos meus próprios demônios, comecei a por minha cara a tapa para encarar os demônios da sociedade: pessoas que pisam, mas pisam com vontade em você. É como se o mundo fosse uma contínua competição de quem joga mais pessoas para o fundo do poço e eu não sei bem quando eu realmente estarei preparada para isso. Será que um dia realmente estaremos?
Time dos unicórnios (e perdedores)

Eu juro pra vocês que comecei a escrever este texto pensando em desenvolvê-lo para falar sobre a auto-estima junto ao envelhecimento. A questão hormonal, corpo inchado, cabelos brancos, rugas e etc. Queria falar disso e sobre como cada uma dessas coisas nos torna uma pessoa única, como cada ruga de preocupação é resultado de uma experiência que trouxe tanto aprendizado que ficou literalmente marcado na pele. Eu juro mesmo que queria, mas aparentemente minha mente está mais focada nos medos e anseios que vêm com a idade do que com a linda reflexão que eu havia feito anteriormente.

Talvez todo esse meu medo seja extremamente irracional, talvez crescer seja algo bem mais fácil do que eu imagine, mas apagar isso da minha mente não é tão simples. Não sei se eu já deveria estar acostumada com as responsabilidades que a vida traz ou se crescer é difícil assim pra todo mundo. Não desejando que todos passem pelas dificuldades, mas espero não ser a única a encarar as adversidades da vida com tanto medo.

Talvez eu esteja pronta, talvez não mas, sinceramente, não acho que a vida esteja dando muita bola pra isso. Talvez eu não devesse estar pronta para certas ocasiões pois só assim iria aprender isso ou aquilo. Talvez não estar pronta seja ter um privilégio, seja poder aprender sem prévios hábitos, manias e vícios, quase como numa auto escola.

Seria a vida uma auto escola onde aprendemos a dirigir em nossos próprios e tortuosos caminhos? Não sei. Só sei que quero minha carteira de motorista logo (a de verdade, viu?)


É plantão na globo? Meme. É presidente caindo? Meme. É destruição mundial? Meme. O brasileiro tem um dom tão especial de transformar tudo e qualquer coisa em memes que o BuzzFeed já fez inúmeras postagens sobre isso. Entretanto acho que o maior marco disso foi a guerra de memes Brasil x Portugual - logicamente com uma vitória disparada do BR. Mas o caso aqui é dizer como esse Brasil dos Memes me ajudou a me tornar uma pessoa melhor e mais feliz.

Pode parecer infantil, imaturo e tudo mais, mas a arte de transformar a desgraça em piada foi uma chave fundamental para a diminuição do meu sofrimento - fosse ele qual fosse. Não sei se é algo que está no sangue, se foi inspirado após alguns meses de twitter ou a quantidade de catástrofes que aconteceram e que foram transformadas em memes que me levaram a ser assim: uma pessoa que traz a graça da própria tragédia.

É, infelizmente não dá pra fazer piada com tudo. A gente começa rindo de um tropeção que tomamos no meio da rua e quando percebemos já conseguimos dar uma risadinha enquanto tomamos soro no hospital. Afinal de contas, a merda já está feita, então pra que sofrer mais? Bora dar risada.

Esse processo me ajudou não só a enfrentar os problemas de uma forma mais leve, mas também a me aceitar mais. Se eu já estou na pior, por que infernos eu deveria me preocupar em parecer a séria? Vou fazer o mínimo por mim mesma e dar risada, achar algo para brincar e deixar a situação menos pior.

Por vezes tento fazer isso pelos outros também e confesso que nem sempre dá tão certo. Pelo visto nem todo brasileiro tem o dom de rir da própria dor, mas acho que isso ainda pode (e deve) ser trabalhado.

Talvez eu esteja parecendo um pouco inconsequente, sem perceber que isso causaria uma falta de preocupação atrás da solução, mas não é isso. Rir da própria desgraça não é desistir de achar um jeito de escapar, mas sim uma forma de te fazer menos mal enquanto você não consegue enxergar a saída. É muitas vezes te trazer a calma que você precisa para poder ver que seus olhos estavam vendados e que o caminho é por outro lado.

Eu espero de coração que as pessoas possam tirar mais que risadas dessa época desgraçada do Brasil que enche a internet de memes. Eu espero de coração que as pessoas aprendam que não é porque você está no fundo do poço, que só lhe resta chorar até se afogar nas próprias lágrimas. Eu espero que as pessoas aprendam a tentar ver um pouco de graça, de alegria, de luz em tudo que acontece. Ver o lado positivo traz energias positivas e isso é essencial para mantermos a sanidade mental em meio à confusão mundial que nos rodeia.

Não, eu não assisti nenhum dos episódios da nova sensação da Netflix, 13 Reasons Why - e nem pretendo. Logo que me interessei em saber de sua existência e das razões de tanto sucesso, percebi que não era uma série feita pra mim, assim como não é pra muita gente e, infelizmente, muitas dessas pessoas estão assistindo.


Para os que vivem em algum outro planeta e ainda não sabem do que estou falando, a nova série da Netflix trata sobre uma adolescente que cometeu suicídio e deixou 7 fitas, com mensagens para 13 pessoas que teriam de alguma forma levado ela a tirar a própria vida.

No começo, não me interessei em ver pois quando escolho uma série para assistir é para buscar diversão e relaxamento, é um momento de prazer meu e raramente quero foder minha cabeça pensando em coisas pesadas. Em seguida comecei a ver alguns relatos de pessoas que assistiram à série estavam se sentindo cada vez pior. Não sendo o bastante, surgiu o relato de uma psicóloga falando sobre a série e sobre as irresponsabilidades contidas nela.

É claro que há os avisos de conteúdo pesado e tudo mais mas, mesmo assim, há pessoas que não conhecem o próprio limite e, infelizmente, caíram nas graças de assistir e ativarem gatilhos terríveis. Em umas notícias que, sinceramente, não sei se é puro marketing ou não, temos informações que o número de ligações para o CVV (Centro de Valorização à Vida) duplicaram após a série. Isso pode ser encarado de duas formas:
  • As pessoas que precisam estão buscando mais ajuda, o que é ótimo
  • Mais pessoas tiveram gatilhos acionados e, por isso, estão precisando de mais ajuda, o que não é tão bom
Agora qual destes lados é o mais real, acho que nunca saberemos. Hoje mesmo li uma postagem do crítico de cinema Pablo Villaça, alertando sobre a série.


Aconselho a leitura desta postagem e dos links internos, com a própria crítica dele sobre a série e sobre a explicação do Efeito Werther e sua força.

Efeito Werther em um resumo tosco: no séc. XVIII o autor Johann Wolfgang Goethe escreveu um livro onde o protagonista comete suicídio ao fim da história. Após a publicação, o número de suicídios aumentou drasticamente. O mesmo aconteceu após as mortes de Marilyn Monroe e Kurt Cobain. O efeito Werther é justamente o aumento do número de suicídios que acontecem após um caso famoso. Para ler e entender melhor e ver isso sendo explicado de uma forma decente: https://t.co/WACwOenqLU

Eu, por não ter assistido à série, não posso opinar em questões mais aprofundadas. Entretanto, li muitos relatos que giram em torno dela e gostaria de tratar sobre as sequelas que ela deixa.

Como disse anteriormente, muitas pessoas não conhecem os próprios limites e, em diversos casos, o indivíduo pode acreditar que está em condições de assistir algo tão explícito quando, na verdade, não está e após projetar todos os acontecimentos da série em sua mente, poderá ter resultados avassaladores.

A professora de psicologia Airi M. Sacco também trouxe uma reflexão intensa sobre a série. Foi o primeiro post que vi sobre 13 RW que apontava as consequências negativas da série e, sinceramente, mesmo sem assistir os episódios, pude concordar bastante.



Um dos pontos tratados por ela e que me fizeram refletir foi sobre a cena do suicídio de Hannah. Aparentemente, a série mostra explicitamente  o procedimento, fornecendo praticamente um tutorial de "como se matar" para um público enorme. 

Muitos vão argumentar dizendo que quem quer se matar acha facilmente isso na internet, mas mostrar na cara das pessoas pode ativar alguns gatilhos mentais que a levem a pensar nisso, aumentando significativamente as chances de uma tentativa de suicídio.

Outro ponto analisado por ela e que me fez refletir bastante foi sobre a romantização do suicídio nessa série. Pode não parecer romantizado, mas é. A série transformou o suicídio em uma forma de vingança, de trazer aprendizado para o mundo. "Se a Hannah deu uma lição neles, por que eu também não posso?". 13 RW fez do suicídio não uma fuga que poderia ser tratada com outras alternativas (tratamentos psicológicos e psiquiátricos, apoio familiar e busca de mudanças das situações, por exemplo), mas uma forma de mudar os outros, de causar um impacto no mundo.

Acredito que em nenhum momento os produtores da série quiseram afetar negativamente a população e os telespectadores. Acredito de coração que as intenções foram as melhores do mundo mas também acredito que houve falta de precaução. Infelizmente, um aviso e outro no início do episódio não é suficiente. Acredito que não houve pensamento suficientemente focado nas consequências negativas da série e da forma como foi realizada. 

Antes de finalizar essa postagem, eu gostaria de pedir encarecidamente a todos os leitores que pensem seriamente antes de assistir 13 RW. Pense em tudo que a série pode trazer pra você, os possíveis gatilhos, as possíveis consequências e, na dúvida, não assista. 

Peço também que aqueles que se sentirem mal e tiverem qualquer traço de pensamento suicida em suas mentes, procurem ajuda. A saúde mental é tão importante quanto a física. Não é frescura, não é besteira, PROCURE AJUDA! 

O Centro De Valorização À Vida (CVV) está disponível para todo mundo pelo site http://www.cvv.org.br/index.php e pelo telefone 141 - ele trabalha com voluntários especializados para ajudar todos que o procuram!

Eu acreditava, eu juro que eu acreditava que ia dar conta. Faculdade, emprego, vida social, família, blog, eu consigo! Até sonhava mais alto, me planejava para criar um canal - e conciliar com o emprego. Ter minha própria revista, relacionamentos saudáveis e notas boas na faculdade. É claro que eu, geminiana, com mente a mil, conseguiria.


É claro que eu, geminiana, estava plenamente errada. Meus sonhos altos foram destruídos amargamente quando me vi fora de controle. Atenção demais aqui, de menos ali e aos poucos eu só queria sumir e começar a vida do 0.

Olhar as blogueiras nos grupos tendo o maior sucesso, as atrizes e modelos sendo maravilhosas por aí, as pessoas de destaque na sociedade sendo cada vez mais vitoriosas e querer ser igual a elas, conseguir conquistar tudo como elas - isso a gente tira de letra. Agora aplicar isso na nossa própria vida, na nossa própria rotina - isso é impossível.

Parando pra pensar em como eu já estava há semanas sem conseguir produzir um conteúdo decente e atualizar sequer a minha própria página, me lembrei sobre algumas palavras do meu professor de Ética e Legislação em Comunicação - sobre como tentar fazer duas coisas divergentes ao mesmo tempo e ter bons resultados em todas é algo impossível.

Tudo bem que você consegue ouvir música e estudar ao mesmo tempo ou ver televisão e comer, mas pense bem se você realmente está conseguindo curtir a música inteira e prestar atenção em tudo nos seus estudos ou se você realmente sabe o que está passando na TV e o gosto e quantidade exata do que está comendo. Essas são apenas analogias extremamente idiotas se pararmos para compará-las com a realidade maior da vida.

O ponto que eu quero chegar aqui é pra dizer que às vezes a gente precisa cair na real e entender que não - não dá pra fazer tudo e fazer tudo certo e bem feito - e além disso, a gente precisa cair na real ainda mais e entender que TUDO BEM!

Tudo bem que a gente não consegue manter tudo 100% perfeito o tempo todo. Tudo bem que a gente falhe aqui e ali. Tudo bem que eu fiquei quase um mês sem conseguir criar conteúdo porque nesse tempo eu consegui conquistar outras coisas. Está tudo bem porque nós falhamos aqui mas ganhamos lá. Está tudo bem porque mesmo que eu não tenha postado aqui, eu criei conteúdos pra uma revista impressa que saiu com 4 matérias minhas. Tudo bem eu ter faltado um dia no trabalho porque eu pude passar um tempo precioso com a minha mãe. Tudo bem seguir as próprias prioridades.

Entende o que eu quero dizer? Nem a vida nem sua cabeça irão permitir que você seja o ser perfeito que consegue fazer tudo perfeitamente - a menos que você seja a Hermione e tenha um vira-tempo para conseguir completar tudo com tempo, calma, paciência e dedicação. O importante é que no meio de todo esse caos, você consiga tirar aqueles 5 minutinhos diários pra por a cabeça no lugar e estabelecer prioridades.

A partir do momento que você consegue estabelecer suas prioridades, é possível seguir seu dia - semana, mês, vida - dando mais atenção para o que você julga precisar mais. Existem as prioridades totais - no meu caso, família, por exemplo é uma delas - que sempre estarão em primeiro lugar quando derem o menor sinal de necessidade. E existem também as prioridades diárias - como você decidir que hoje você vai cuidar do seu cabelo e das suas unhas ao invés de se irritar com aquele trabalho da faculdade.

Eu espero de coração que cada pessoa que ler isso consiga entender tudo o que eu quis dizer - e quem não entender, desculpa mas minha cabeça anda tão caos quanto a minha vida, perdoem e não desistam de mim. Espero também que todos consigam definir suas prioridades e assim conquistar as coisas mais importantes - sejam elas o que forem! E também espero muito que vocês me contem qual a principal prioridade e o principal objetivo de vocês - saibam que estou torcendo aqui para que consigam <3


Entre conversas com minha mãe e aulas de psicologia na faculdade me prendi na ideia da necessidade das frustrações em nossas vidas. Parece estranho pensar assim, mas a questão é que as frustrações, as decepções são extremamente essenciais para que possamos continuar levantando dos nocautes da vida. Não, eu não estou dizendo que quero ser uma pessoa frustrada ou que nós deveríamos viver em mares de desilusões, mas apenas que de vez em quando, nós precisamos de um tombo ou outro.

Quando nós começamos a entender a necessidade desses desapontamentos tudo fica mais fácil de lidar. Não, não é nada fácil. Muito pelo contrário, é algo extremamente difícil - aparentemente impossível - principalmente quando estamos caídos sem enxergar sequer uma mão que nos ajude a levantar. Entretanto, é exatamente nessas horas que precisamos enxergar o invisível - são essas coisas que nos ajudam a fortalecer nosso psicológico.

Eu não quero que você pense que devemos ficar tomando os tapas, chutes e socos da vida sem reagir, apenas aceitando - é exatamente o contrário. Cada um desses golpes deve nos ensinar como nos defender deles mesmos. Eu espero de coração que você já tenha assistido O Rei Leão - se não assistiu vá assistir AGORA - e nele temos esse exato aprendizado com a própria história do Simba.
O passado pode machucar, mas como eu vejo é: você pode fugir dele ou aprender com ele. - Rafiki
Mais uma vantagem de se entender a necessidade de tomar uns caldos no mar da vida é que junto com esse conhecimento vem a coragem de arriscar e quem não arrisca, não petisca, não é mesmo? A partir do momento que temos a compreensão de que podemos sim nos machucar - e aprender com os machucados - mas sabemos também que se tudo der errado, pelo menos aprenderemos algo, nós tomamos aquele super fôlego e encaramos os desafios da vida de frente.

Essa reflexão acaba servindo para muitas coisas. Por exemplo, vamos nos arriscar num emprego novo. Se tudo der errado na entrevista, podemos tomar como lição as coisas que erramos naquele momento para que nas próximas oportunidades, nada disso se repita. Quando conseguimos compreender os erros de tudo que nos cerca, começamos a ter a percepção dos caminhos que podem dar certo ou não, começamos a ver com antecedência os prós e contras de uma forma muito mais clara e com muito mais sentido.

Com tudo o que digo aqui, quero dizer que não quero que você passe uma vida inteira de frustrações - longe de mim querer isso. Mas quero que você consiga entender que frustrações além de inevitáveis também são úteis. Quero que ao final deste texto, você tenha novos olhos para olhar para elas. Quero que no próximo soco - ou tapa, ou chute, ou rasteira - que a vida te der, você consiga encarar e tirar o melhor disso. Quero que você fuja de golpes por causa das decepções que você já passou e por tudo que já aprendeu. Quero que você seja tão forte quanto não imagina que é.

Dois mil e dezesseis <- parece até nome de uma das maldições imperdoáveis de Harry Potter se você for pensar em tudo que aconteceu nesses últimos tempos. É casal super shippado terminando, é avião caindo, é problema político, é MUITA COISA!


Pensando no tanto de coisa bad que a gente viveu, pensei em fazer uma retrospectiva positiva do meu 2016 pra tentar inspirar você a ver as coisas boas do seu ano. Sei que grande parte das coisas aqui são extremamente pessoais, mas é pra mostrar que mesmo nas coisas que parecem negativas a gente pode achar algo bom, então vamos lá?

1. Virei Veterana

Não apenas por ser uma delícia deixar de ser bixete de um curso (fala sério, fui bixete duas vezes e nunca tinha me tornado veterana!!) mas também por ter tido a chance de participar da organização da semana de recepção dos meus bixos. Foi incrível poder ajudar nisso e fazer parte de uma semana tão divertida.

Na época ainda estudava na UFU e lá tivemos a chance de nos aproximarmos bastante dos bixos. Apesar das tretas, eu me dei muito bem com uma boa parte deles e guardo no meu coração. Sobre o que vocês devem estar se perguntando: teve trote sim, mas nada violento - só bem sujo de coisas não nojentas como ovo, farinha, tinta, etc - só diversão!

Ser veterana também me ensinou que a tendência da faculdade é melhorar e piorar ao mesmo tempo. Piora tudo na questão da dificuldade dos trabalhos, na exigência dos professores e na quantidade de coisas pra fazer. Entretanto, temos com certeza disciplinas muito mais interessantes com o passar do tempo. Começamos muito na parte teórica - que é um saco - e só depois vem a prática, que é o que tanto queremos!

2. Party Hard

Depois de terminar um relacionamento logo após o carnaval eu não tenho como negar: eu dei a louca em Uberlândia. Tentei aproveitar o máximo possível de todas as festas sem me preocupar em dar satisfação pra ninguém - além da minha mãe, claro.

Acho que tudo que eu não aproveitei no meu semestre de turismo em Sorocaba eu curti em dobro na UFU nesse primeiro semestre do ano. Quase matei minha mãe do coração mas foi um tempo bom pra relaxar minha cabeça, ter novos aprendizados e conhecer pessoas ótimas. Da página do Spotted - UFU, surgiu um grupo de rolés entre mulheres desconhecidas (que depois englobou os homens também) que estavam em busca de gente pra dar rolé. Foi uma das melhores coisas que aconteceu, me trazendo rolés incríveis e inimagináveis! Experiências que estarão pra sempre no meu coração.

3. Decidi Mudar - Novamente

Já tinha largado mão de uma faculdade mas por algumas complicações da minha cachola, passei meses pensando sobre o curso e o lugar onde eu estava, era realmente isso que eu queria?

Pensei em mudar de curso, de faculdade, só sabia que não queria voltar para o cursinho - Deus me livre de encontrar certos coordenadores novamente - e que não estava bem como deveria em Uberlândia. Apesar da farra toda, o final do semestre sempre mexeu comigo por motivo de estresse. Acontece que no meu último semestre lá, tive algumas tretas com pessoas que considerava amigas e tudo foi virando uma bola de neve.

Depois de pensar bem, conversar com a minha família e psicóloga, veio a decisão: voltar para Jaboticabal e transferir a faculdade. Antes pensava em  mudar de curso, mas graças a uma conversa com meu irmão, mudei os planos e o curso de publicidade virá depois do meu primeiro diploma. Foi assim que acabei aqui na UNAERP duas semanas depois do começo das aulas - valeu federal por atrasar tudo!

4. Comecei A Trabalhar

Quando vim pra casa nas férias pude ter a chance de começar a trabalhar. Pode não ser O trabalho dos meus sonhos, já que nem mesmo é na minha área, mas é uma oportunidade muito boa poder trabalhar na loja da minha irmã. Atualmente trabalho meio período e tenho um pouco mais de independência com meu próprio dinheiro. Além disso, estou aprendendo bastante sobre as coisas de informática e, principalmente, sobre ter auto controle, porque é cada situação que é melhor nem comentar, né?

Esse é meu emprego real oficial, porém também encaro o E Aí Ferrá como um trabalho, que surgiu por muita ajuda da menina Daniele, que me trouxe de volta à blogosfera. Ele pode não estar me gerando renda - ainda - mas levo muito a sério e estou investindo muito do meu tempo (e logo vai dinheiro também) para ver ele crescer. Fecho então o ano com meus dois trabalhos.

5. Amizades

Não posso começar esse tópico sem falar da maravilhosa menina Daniele, que não só veio como uma amizade bomba na minha vida, como também me trouxe experiências e ensinamentos maravilhosos. Sim, vocês vão cansar de me ouvir agradecendo a ela, mas como falei nesse post: foi muita coisa boa vindo de uma pessoa só hahaha.

Mesmo morando longinho, ainda espero que tenhamos muitos roles pra dar em Jaboticahell/região e na Grande São Paulo. É uma pessoinha que entrou na minha vida pra nunca mais sair! Será que amo?

Além dela, quando voltei pra UNAERP me encontrei no mesmo busão que a Ana, uma amiga do colegial e, graças a ela, estou voltando a ter contato com algumas outras amizades e formando novas que são maravilhosas. Pensa numa pessoinha grata - sou eu!

Além de estar formando novas amizades aqui agora, também pude encontrar novas amizades MARAVILHOSAS em Uberlândia. Fossem meus bixos, a galera do grupo do Spotted ou da BSPM, cada um ganhou um espacinho maravilhoso no meu coração e eu espero poder rever todos logo!

6. Conheci O Lu

No meio de tanto estresse da transferência da faculdade, o atraso na entrega da documentação valeu a pena. Por eu ter chegado atrasada, me encontrei na aula de rádio sem um grupo pra trabalho e, por muita boa vontade do destino, havia mais dois garotos que também chegaram atrasados e precisavam de grupo. Logo eu conheci o Lu e o Pedro e estávamos juntos perdidos e atrasados.

Esse trabalho foi o que precisou pra eu começar a conversar com o Lu e daí pra frente, a coisa só melhorou! Agora estamos a 3 dias dos nossos 3 meses de namoro e montando nossa história que eu pretendo que seja bem longa. Um dos melhores presentes de 2016, aliás, de toda a minha vida.

7. Férias

As férias vieram carregadas. Em meio aos meus tratamentos tive que lidar com a seguinte situação: nas férias eu passaria mais tempo em casa - que está bem cheia e estressante - e diminuiria meu tempo na faculdade - onde eu tinha paz, podia ficar com o Lu e encontrar os amiguinhos. Mesmo sem entender toda a situação, já dá pra ver porque minhas crises de ansiedade voltaram com tudo, né?

Felizmente estou lidando com tudo de uma forma muito melhor do que esperava. Minha paciência está evoluindo MUITO e me surpreendo a cada dia. É uma prova da vida que está aqui me mostrando o quanto a família é algo indispensável, então apesar de tudo, estou tentando tirar o melhor proveito disso. Calma, paciência e tolerância.

8. Família

Apesar disso tudo, estou tendo a chance de me aproximar  muito da minha família e mostrar que eu posso ser melhor do que esperavam (até mesmo do que eu esperava). Acho que mais do que nunca estou bem próxima da minha mãe e sou extremamente grata por isso, espero que nossa relação esteja sempre no caminho da melhora.


Como vocês podem ver, mesmo quando as situações não parecem muito favoráveis, nós sempre temos uma ótima oportunidade para aprender algo ou tirar algum proveito que seja. Como a Dani me ensinou - temos que ser gratos por tudo que podemos ter/viver. Então sim, apesar der quebrado meu coração com o fim de Bonner e Fátima, Angelina e Brad, meu 2016 foi um ano bem bom e do qual eu tenho MUITO pra agradecer.

Eu nunca fui de ter medo de monstros, mas algo sempre parecia prestes a me surpreender. Aos cinco não atravessava um mero corredor sozinha. Haja paciência da minha irmã para me levar (todas as noites) até o quarto de minha mãe.


De quando nasci até meus 12 anos, eu era incapaz de dormir sozinha. O escuro me amedrontava, a imaginação fértil me perseguia, segurar a mão dela antes de dormir era tudo o que eu podia. Dormir em casa de amigas era pedir para ser buscada meia noite ou uma hora da manhã. Mãe, estou com saudades.

Passaram-se os anos e enquanto alguns medos foram embora, outros se fortaleceram e outros ainda se aconchegaram comigo. É a incerteza do futuro e a certeza do fim. O desequilíbrio emocional e a incapacidade de reagir. É saber que tudo e nada, tanto faz, é só mais um.

Deixei de ter medo do escuro em meu conhecido quarto e adquiri o medo do antes tão distante futuro. Futuro, uma palavra, três sílabas, seis letras e cada uma delas carregada dos medos, anseios e desejos. A curiosidade pode ter matado um ou outro gato, mas ela me traz a vontade de experimentar. Quero voar com meus pés presos ao chão. Quero a liberdade de ser feliz com a segurança de ser estável.

Eu cresci, a vida fez isso comigo assim como fará com cada criança que hoje habita o mundo. Deixei de lado o medo da falta de luz para que o medo da falta de chances pudesse ocupar seu lugar. Disse adeus aos pesadelos com criaturas estranhas e olá para o pesadelo lúcido que é minha própria mente.
Abandonei os receios de nunca crescer e adotei os desejos de não crescer rápido demais.

São perguntas e respostas sempre incompatíveis com as necessidades, são trilhas cada vez mais rigorosas, são dias cada vez mais pesados. O que era o dia das bruxas, se torna o dia do vencimento, das decepções, do excesso de coisas a fazer, da falta de tempo, dos indomáveis sentimentos. Os monstros viraram contas, demissões, casas sujas e tão bagunçadas quanto nossa própria cabeça. O escuro da noite se tornou a paz que se opõe ao caos dos dias tão ensolarados. A criançada cresceu, mudou, transformou, e o Halloween? Bem, ele se tornou cada dia mais diário.

Seguindo nossos planejamentos para esse mês (se você ainda não viu, tá tudo aqui) o Top Links da semana não podia ser outro, não é mesmo? Vem cá e se aprochega que hoje vamos falar disso que todos já fomos um dia: Crianças!

QUANDO EU CRESCER, QUERO SER CRIANÇA
COMO FAZER UMA FESTA INFANTIL CASEIRA
PRESENTES PARA O DIA DAS CRIANÇAS
CUIDANDO DA SUA CRIANÇA INTERIOR
COMEMORANDO O DIA DAS CRIANÇAS SEM GASTAR

E aí pessoal, o que acharam da seleção? Tentei pegar tanto ideias pro dia das crianças mesmo quanto relembrar outras épocas que nos remetem à esse tempo tão precioso da nossa vida!

Não esquece de comentar aqui embaixo o que você achou, o que gostou ou o que acha que ficou faltando. Conta tudo aqui pra gente, tá bom?





Como começar a escrever no questões de opinião mudou a minha vida


Como vocês já devem saber, faz poucos meses que estou aqui no QO, né? Foi no finzinho de maio que a Dani me chamou pra participar e eu nem acreditava direito no começo. Sempre gostei muito das atividades que envolviam criar e manter um blog, mas sozinha nunca havia conseguido manter um próprio, ou seja, era a oportunidade que eu precisava; trabalhar num blog e ter um compromisso com alguém, o que não me deixaria largar mão. E posso dizer que a experiência tem sido muito melhor do que eu imaginava.

De início foi uma pequena mudança na minha rotina. As terças iam chegando e eu ia escrevendo e mostrava mais para a minha família, mas em pouco tempo fui me animando em relação ao tema e, em parte, isso tomou conta de mim hahaha. Eu ganhei a minha própria assinatura personalizada, eu tinha um espaço todo meu aqui no blog (demorou pra cair a ficha disso!!!), as pessoas estavam realmente lendo tudo aquilo e conhecendo uma eu que talvez nem eu mesma tivesse conhecimento até por as palavras pra fora.

Há algum tempo eu não sentia essa vontade toda de fazer algo, não via muitas expectativas, estava tudo simplesmente ok, e agora eu consegui achar algo que me desse um gás de novo. Acredito muito no crescimento do blog e na amizade minha e da Dani. A gente se conhece há uns anos mas agora é pra valer, né?

Além de fazer um agradecimento mais que especial pra Dani por essa oportunidade, o que eu quero dizer aqui é que muitas vezes são pequenas mudanças que têm a chance de transformar nossa vida. As oportunidades que nos aparecem podem às vezes parecer que não valerão a pena, que não farão uma diferença significativa, e no fim a gente deixa passar muita coisa boa por bobeira.

Pode ser aquele amigo que quer te apresentar o primo, a festa da amiga da sua mãe ou a chance de trabalhar em um evento. Cada coisa que surge na vida pode estar recheada de oportunidades incríveis mas que muitas vezes nós deixamos passar por preguiça ou por acreditar que não vale o esforço. A dica que eu te dou é de nunca desperdiçar oportunidades, por mais improváveis que elas possam parecer.

Para muitos, começar a escrever como colunista num blog pode não parecer muita coisa, mas para mim vem sendo algo incrível. Me trouxe sensações que eu não sentia há algum tempo, me trouxe uma boa amizade de volta, a chance de criar um portfólio enquanto trabalho com o que eu mais gosto, a necessidade de me manter na linha pelo meu compromisso, tudo isso além de toda a alegria de estar realizando esse sonho de trabalhar com blogs e ganhando uma experiência incrível, tanto pessoal quanto profissional.

Não deixe passar as portas que a vida te traz para novos caminhos, nem desista dos teus sonhos. A vida é cheia de surpresas e nunca saberemos quando algo pode ser a reviravolta que a gente precisa. A persistência e a garra são essenciais para conquistar qualquer tipo de sucesso, seja ele profissional ou pessoal.


Eu aprendi, com o tempo, que devemos agradecer a todos e quaisquer momentos que estamos vivendo, simplesmente por termos a chance de estarmos vivos, e isso independe de estar ou não em uma boa fase de nossas vidas. Aprendi também, que tudo é uma questão de ponto de vista, e devemos sempre olhar pelo melhor ângulo.

2014 foi um ano muito lindo para mim, muitas viagens, muita gente nova, muitas experiências novas (que incluem sonhos a serem conquistados) e a possibilidade de rever velhos amigos! <3

 Foi o ano em que tive mais oportunidades de rever a família e estar perto de quem, mesmo não sendo de sangue, é família dentro do meu coração.
 Foi a minha primeira viagem internacional (tecnicamente falando, já que desconsiderei a ida até o Paraguai para comprar tranqueiras). Vivi momentos que nunca tinha sequer sonhado ser capaz de realizar, foi uma experiência incrível, cheia de paisagens de tirar o fôlego e  sempre vai estar comigo nas memórias e no coração.
 Tive a oportunidade de conhecer várias blogueiras e youtubers que sempre admirei pela telinha do computador <3

Com excessão da Vih Rocha, que conheci em um encontrinho, todas as outras gatonas eu conheci na Beauty Fair, a fera da beleza que fui pela primeira vez e me surpreendi com o tamanho! 2015 já vou estar preparada psicologicamente para isso haha
 O ano que realmente investi em beleza, em moda, looks, e maquiagens, e, para ser sincera, isso só quer dizer que eu investi mais em mim mesma, sem falsa hipocrisia, quando nos sentimos bonitas, transparecemos isso, e assim o mundo a nossa volta fica mais belo também.

O ano que tive o aniversário com pessoas queridas (e um bolo delicioso) e também, realizei um sonho de criança, de conhecer o castelo rá-tim-bum!

Manter os amigos e familiares perto, não importa se é de outra cidade, se é da faculdade, ou se revi depois de anos de colégio, o que importa, é querer bem.

Realizar o sonho de levar o meu blog e o canal do youtube a um nivel além, agora, na telinha da televisão! Essa, para mim, foi a maior e mais bela conquista que Deus me proporcionou nesse ano: alcançar o sonho mais alto que planejei <3

Pude estar em contato com a dança do ventre novamente, e isso faz tão bem para o corpo como faz à alma!
Foi um ano cheio de vlogs, passeios, cinema, livros, selfies, amizades, conquistas e aprendizado. 

Só tenho a agradecer por cada pessoa com quem pude conviver esse ano e, principalmente, a Deus e Iemanjá por me darem tantas bênçãos maravilhosas <3
E claro que não posso deixar de agradecer ao Felipe, por me aguentar  d-i-a-r-i-a-m-e-n-t-e, com todas as minhas loucuras e devaneios, te amo!