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Quem é viciada nos livros do John Green levanta a mão!
Pra quem não o conhece, ele escreveu A Culpa é das Estrelas, Cidades de Papel e Quem é Você Alasca. 

Dessa vez, ele nos apresenta Colin, um adolescente prodígio, que está de coração partido  e que acaba de se formar no Ensino Médio. Com uma inusitada missão, ele resolve vagar de carro por aí, com Hassan, seu único e melhor amigo. 


A viagem vai causar muita confusão na vida desses dois, o que vai fazer o leitor rir muito com as aventuras desses adolescentes. Colin já namorou 19 Katherines durante sua vida e todos esses relacionamentos acabaram mal. Por este motivo, ele resolve elaborar um teorema (e várias anagramas) que servirá para prever o desfecho de todo relacionamento. E é daí que vem o título do livro. 


Durante a viagem eles fazem amizade com uma menina (juro que o nome dela não é Katherine!) e acabam passando algum tempo na cidade dela, em Tennessee, onde encontram até mesmo um emprego temporário em uma fábrica e entrevistam os moradores.

PS. Preste atenção as notas de rodapé. Aposto que você vai se surpreender com o conteúdo delas.

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Esse livro é escrito por três escritores e, por isso, dividido em três contos. Tenho que confessar que só comprei o livro porque vi o nome do John Green na capa, sendo que não conhecia os outros dois autores. Admito que, apesar de ter criado muita expectativa no conto escrito por John Green, acabei gostando muito dos outros dois contos também.
A história gira em torno de uma tempestade de neve que acontece na noite de Natal e provoca encontros inesperados que se transformam em romance. De forma engraçada e divertida, os três autores nos envolvem nas aventuras de cada personagem.



No primeiro conto, a personagem deixa seu namorado para trás e pega um trem para a Flórida para passar o Natal com seus avós, já que seus pais ficam preso em uma loja. Mas graças a uma nevasca, o trem vai parar em Gracetown, pequena cidade onde tudo acontece em todos os contos do livro.

No segundo conto, escrito pelo meu querido John Gree, um grupo de amigos combina de assistir passar a véspera de Natal assistindo filmes do James Bond. Os planos mudam quando os garotos ficam sabendo que há várias líderes de torcida de passagem pela cidade e decidem ir ao encontro delas.

 O terceiro e último conto, conta a história de uma menina que trabalha na Starbucks, terminou com o namorado e está de coração partido. Para superar isso, conta com a ajuda de suas amigas e com missões que estas dão a ela.



Conforme vamos avançando na leitura dos contos, percebemos que os três contos estão interligados e isso nos deixa curiosos para saber de que forma os autores vão desenvolver a história entre eles. 
O livro é de fácil leitura, com linguagem simples e informal, e é uma boa ideia para presentear alguém neste Natal. 

“Quem é você Alasca” é mais um livro de John Green, o escritor queridinho do momento. Ao contrário de A culpa é das estrelas, este não aborta nenhum tipo de doença física. Mas, talvez, aborde a doença mental, a bipolaridade, a depressão, o tédio e a falta de sentido que muitas vezes nos assombra.

Sei que esses podem parecer assuntos muito profundos e complicados mas John Green sabe como torná-los interessantes e fáceis, com o uso de sua tão conhecida linguagem informal, gírias e palavrões.


Miles, conhecido como Gordo, é um garoto anti-social, que está sempre entediado e de mal com a vida. Seu hobby é ler biografias e decorar as últimas palavras proferidas por aqueles que já se foram. Um dia, inspirado pelo poeta François Rabelais e suas últimas palavras, resolve que precisa mudar de vida e dar novo sentido a ela. Para isso, se matricula em um internato, onde tudo começa a mudar.
Nessa escola, ele conhece a excêntrica Alasca. A pergunta que dá título ao livro não é respondida mesmo quando se chega ao fim. Porém, algumas características da personagem ficam claras conforme a leitura: problemática, engraçada, inteligente, inconstante, melancólica, impulsiva, intensa e infeliz. Alasca está sempre tentando encontrar respostas. Seu desejo é sair do labirinto de sofrimento que é a vida.
Conversando sobre coisas profundas e outras nem tão profundas assim, entre cigarros, livros e reflexões, medos e sonhos, Miles, Alasca e Coronel, constroem uma forte amizade, relatada de forma honesta e real neste livro de John Green.


Aqui estão as últimas palavras de François Rabelais:
Saio em busca de um Grande Talvez. é por isso que estou indo embora. Para não ter de esperar a morte para procurar o Grande Talvez."



Resenha: Beatriz Amaral (colaboradora do blog)
Fotos: João Paulo Rosiscka

Se você não gosta de filmes que fazem chorar, não assista.
Se você gosta, já sabe: vá sem rímel e com uma caixinha de lenços para te fazer companhia.Hazel é uma adolescente com câncer em estado terminal, apaixonada pelo livro Uma aflição Imperial, que vive usando a ironia como mecanismo de defesa. Sua mãe a pressiona a freqüentar um grupo de apoio, onde Hazel conhece Gus e é aí que a história fica interessante. O relacionamento do casal tem altos e baixos e é marcado por muitos SMS, troca de livros, olhares apaixonados, discussões, expectativas e até mesmo uma improvável viagem para Amsterdã, com direito a um jantar romântico, um passeio a casa de Anne Frank e um encontro com o escritor favorito de Hazel.Por ser narrado em primeira pessoa, o leitor se sente como um amigo íntimo da personagem principal e se identifica com ela, já que esta coloca para fora seus sentimentos, seus medos, seus sonhos e suas dores. Isso faz com que o leitor se sinta envolvido e encantado pela história.
John Green consegue falar sobre o câncer de maneira real, honesta e, ao mesmo tempo, comovente, sem enfeitar ou encobrir as conseqüências e sintomas dessa doença. Já estou ansiosa para assistir “Quem é você Alaska,” outro livro do autor que vai virar filme ano que vem.