Últimos posts

Hoje eu queria fazer um post um pouco diferente. Hoje eu queria conversar. Sim, conversar com você, leitora, que não está num dia ou semana muito boa. Hoje eu queria te lembrar de algumas coisas que você possa ter esquecido com o passar do tempo, afinal de contas, estamos numa vida cada vez mais corrida, é normal, né?


Primeiramente, eu queria te lembrar de hoje, quando você puder, se olhar no espelho. Não aquela olhada rápida pra dar um tapa final no cabelo ou passar uma maquiagem antes do trabalho. Não, nada disso. É pra se olhar de verdade, pra você como um todo e não para seus defeitos (que eu sei que você vai procurar). Me diz, qual a última vez que você se olhou tempo o suficiente para se reconhecer? 

Eu também quero te lembrar de se dar um chameguinho. Se faça um carinho, uma massagem, se dê um cuidado. Eu sei que você está sempre preocupada em agradar os outros, mas deixa eu te contar: você é tão importante quanto todo mundo. Qual foi a última vez em que você se agradou?

Vamos também lembrar de acreditar. Acredite em você garota. Acredite nas suas capacidades e se desafie em relação às suas expectativas. Eu sei que é difícil, mas pensa aqui comigo, olha o teu passado e pensa em tudo o que você já conquistou. Se você não consegue enxergar, vou te dar um spoiler: você conquistou hoje mesmo, mais um dia. E sei que amanhã vai conquistar outro. Quando foi a última vez que você se parabenizou?

Ei, garota, vou te lembrar de uma coisa importante agora, então presta atenção. Sorria. Sim, quero te lembrar de sorrir, então não deixa meu pedido no vácuo e dá um sorriso, por favor. Eu sei que você não vai acreditar, mas vou dizer mesmo assim: o teu sorriso ilumina o mundo e pode mudar o dia de alguém. 

E continuando, vamos dar risada. Você pode imaginar eu quase caindo no terminal de ônibus porque escorreguei em uma banana enquanto corria atrás do bus (sim, isso aconteceu mesmo e eu consegui pegar, obrigada). Você pode abrir um site qualquer de piadas, pode ver os vídeos do QMinutosQ ou pode só rir à toa. Ria, gargalhe, faça o mundo se contagiar com a sua risada, mesmo que o mundo seja apenas alguém do seu lado. Me diz, qual foi o motivo que fez sua barriga doer de rir pela última vez?

E por fim, mulher, agradeça. Diga obrigada, saiba expor sua gratidão. Agradeça a si mesma por ter forças para viver um novo dia. Agradeça à vida por estar um dia bonito. Agradeça a Deus, à Deusa, ao Universo, à sua fé não importa qual seja, mas agradeça. A gratidão, com o tempo, há de mudar as negatividades que habitam sua mente e aos pouquinhos, as cinzas de queimadas, se tornam nuvens de algodão.

Romantizar a gravidez não é novidade nenhuma. "Ai que linda sua barriga!" "Nossa porque você está tão mal humorada? Você está grávida, deveria estar contente." etc e tal. Aos olhos de quem nunca a enfrentou no próprio corpo, a gravidez pode parecer algo realmente maravilhoso - um serzinho crescendo dentro de você (ok, isso é muito um pouco assustador). Entretanto, após conviver com a minha irmã grávida, eu tive a visão que não é tudo isso. Por isso o texto de hoje é pra você, mãe que está passando pela gravidez mas sem todo o glamour que esperava.


Deixa eu te contar: esse glamour não existe. Bem, pelo menos não o tempo todo como fazem parecer naqueles ensaios fotográficos. Vai ter uma explosão de hormônios acontecendo em você - e a TPM vai parecer um tropeção na rua perto desse engavetamento de 1Km. Seu peso vai aumentar - sim, tem uma criança ali dentro, mas pode ser que o número na balança aumente 3Kg enquanto ele ainda é menor que uma ervilha, e isso pode acabar mexendo com seu emocional, que já está fragilizado pelo engavetamento ali citado. As coisas ao seu redor, que antes pareciam pequenas poeirinhas no ar, podem chegar a proporções imensuráveis aos seus olhos. E vem cá, deixa eu te falar: é normal, você não está sozinha.

Talvez você esteja cansada demais para carregar todo o peso de uma gravidez - e não falo só o da barriga. Talvez você não suporte mais familiares, amigos e até desconhecidos te dando "conselhos" sobre o que você deve ou não fazer. Talvez você não queira a mão de mil pessoas passando na sua barriga. Talvez o movimento do bebê chutando e deformando sua barriga esteja te assustando até mais do que você pensa que deveria. Talvez as estrias, a linha negra e os seios inchados pelo leite estejam tirando toda e qualquer vontade sua de fazer um belo ensaio fotográfico, como aquelas mães que não tem uma mínima marca na barriga perfeitamente redonda.

Mas olha aqui mulher, eu vou te falar que apesar de tudo que você está enxergando, passando e ouvindo - você continua sendo mais que isso. Vou te falar que as suas estrias não tiram a beleza do teu sorriso quando você deita naquela poltrona extremamente confortável e pode relaxar os pés. As falácias sobre o que você deve ou não deve fazer jamais irão tirar a liberdade da tua felicidade, a tua liberdade de fazer o que tu achas ser melhor pro teu/tua filho(a). A tua escolha sobre a forma como teu filho vai vir ao mundo, se será parto normal, humanizado, cesariana, ou seja lá o que você decida fazer, nada disso fará do teu filho melhor ou pior - tenha a certeza de fazer o que você achar melhor e cercada de pessoas que a amam e respeitam, isso é tudo que você precisa.

Infelizmente, vivemos numa sociedade que transborda pessoas sem a famigerada "noção", também conhecida como "bom senso". Mas eu repito: mulher, tu és muito mais que isso! Respira fundo, acredite na tua força e faça o famoso "sorria, acene e ignore". Mas se não der certo e você acabar explodindo com alguém - tudo bem também, quem sabe assim a pessoa aprende, não é mesmo?

Por fim, acredito que a maior dica que posso dar neste momento é: faça aquilo que você acredita ser o melhor para você e seu bebê e assim, você evita arrependimentos.

P.S.: Talvez venham me dizer que eu não tenho voz para falar sobre esse assunto, já que grazadeusa eu nunca estive grávida. Entretanto, minha intenção aqui não é roubar o lugar de fala de ninguém e se o fiz, peço perdão e que me avisem, para que possa revisar o post. Espero que entendam que tudo dito neste post é apenas uma tentativa de dar um pouco de conforto para as mães que estão passando por um período de instabilidade emocional e que podem não estar lá muito felizes com a situação.

Eu contei ontem lá no E Aí Ferrá sobre o Projeto Baleia Branca, um Projeto que tem propósitos positivos e que visa trazer mais coisas boas para nosso dia a dia. Ele tem 50 desafios que promovem o amor próprio, melhoria em relacionamentos, a prática do bem, reflexão e gratidão (Dani <3). Hoje, enquanto escrevo, estou no sétimo desafio.

Escreva um texto sobre como se sente sobre você mesmo. Compartilhe apenas se você se sentir confortável, se não, pode guardar só para você - mas lembre-se de guardá-lo.
Então, resolvi que eu vou sim compartilhar esse texto, por mais pessoal que ele seja, acredito que possa ajudar a incentivar outras pessoas. Então, vamos lá?

"Hoje estou no sétimo dia da primeira parte do Projeto Baleia Branca, onde o propósito é estimular o amor próprio. Mesmo sabendo da importância disso e de conseguir enxergar como eu venho melhorando com o passar do tempo, não posso dizer que eu o pratico diariamente.

Eu ainda sou bastante exigente com algumas coisas comigo mesma, bem menos do que eu era há alguns anos, garanto, mas mesmo assim é algo que precisa continuar sendo trabalhado. Não posso mentir só porque esse texto vai ser compartilhado e dizer que sou apaixonada por mim, que amo meu corpo, minha mente, minhas ações e atitudes. Seria uma mentira extremamente perigosa.

Apesar de vivermos numa sociedade extremamente conectada às redes sociais, um ambiente de extremas mentiras, que visam mostrar ao mundo apenas os pontos positivos de nossas vidas, às vezes precisamos nos abrir um pouco e mostrar ao mundo que nem tudo anda tão perfeito quanto parece. Então eu preciso dizer que não, minha rotina não é apenas namorado, doces e blogs, como pode parecer para quem me segue nas redes sociais.

Minha vida tem altas brigas com o espelho e com as câmeras do celular, tem estresses de trabalho e faculdade, tem inúmeras tentativas frustradas de fazer isso ou aquilo, tem várias noites acordadas pensando naquele problema de 2006 e muitas outras coisas que a gente acaba deixando de lado.

Acontece que mesmo com tudo isso, preciso admitir que a Samantha de 2017 tem uma relação muito melhor consigo mesma do que a Samantha de 2013, por exemplo. Hoje, olho pra trás e posso dizer que tenho orgulho de mim mesma em vários aspectos - mesmo que outros, nem tanto. Preciso dizer que quando penso em como eu era antes, conseguir chegar onde eu estou hoje é inacreditável.
Mascote do Projeto Baleia Branca - Tem alguma ideia de nome pra ele? Deixe nos comentários!

O negócio disso tudo, o que eu quero dizer - tanto pra mim, quanto para quem for ler meu montante de palavras - é que mesmo não tendo a vida perfeita que eu achei que teria um dia - quando admirava os adultos enquanto ainda era uma inocente criança - eu posso ter muitas coisas positivas. Eu posso não ter o cabelo que eu queria, mas conquistei um emprego muito bom. Eu posso estar perdida na faculdade, mas estou conseguindo levar de um jeito até que bom. Eu posso não ter realizado algumas coisas, mas posso - e devo - me sentir orgulhosa pelo que consegui realizar.

Um outro ponto interessante a se pensar sobre o amor próprio é que ele é como amar outra pessoa. Quando falamos sobre nos cobrar menos, nos aceitar mais, não é com o intuito de fazer você ou qualquer outra pessoa chegar ao ponto do comodismo - onde tudo está bom. O amor, seja consigo ou com o outro, não funciona dessa forma. O amor desafia você a se tornar alguém melhor, a lutar pelo que você deseja e buscar o amadurecimento e o crescimento necessário. Quando falamos sobre aceitação e cobrança, a questão é compreender os próprios limites. Refletir sobre aquilo que pode ser mudado ou não e aceitar o que você pode fazer, entender até onde pode ir e, assim, saber o que você deve mudar e o que você deve aceitar como é.

Além do mais, eu - e muitas outras pessoas - precisamos compreender que por mais que a vida de todo mundo esteja parecendo perfeita no Instagram e a nossa esteja parecendo um furacão de desastres, nenhuma das versões são 100% reais. Eu preciso diminuir minha auto cobrança em alguns aspectos, aumentar em outros, preciso me aceitar mais em algumas coisas e me cobrar mais em outra. Eu preciso lembrar que a vida tem esse lance importante, chamado de equilíbrio - e que não podemos fugir dele, para nenhum dos lados.

Pra finalizar, gora é hora de reler o que escrevi sobre como a gente precisa se frustrar e sobre como às vezes a gente realmente acredita que vai conseguir abraçar o mundo sozinha, e como isso não é verdade.

Eu acreditava, eu juro que eu acreditava que ia dar conta. Faculdade, emprego, vida social, família, blog, eu consigo! Até sonhava mais alto, me planejava para criar um canal - e conciliar com o emprego. Ter minha própria revista, relacionamentos saudáveis e notas boas na faculdade. É claro que eu, geminiana, com mente a mil, conseguiria.


É claro que eu, geminiana, estava plenamente errada. Meus sonhos altos foram destruídos amargamente quando me vi fora de controle. Atenção demais aqui, de menos ali e aos poucos eu só queria sumir e começar a vida do 0.

Olhar as blogueiras nos grupos tendo o maior sucesso, as atrizes e modelos sendo maravilhosas por aí, as pessoas de destaque na sociedade sendo cada vez mais vitoriosas e querer ser igual a elas, conseguir conquistar tudo como elas - isso a gente tira de letra. Agora aplicar isso na nossa própria vida, na nossa própria rotina - isso é impossível.

Parando pra pensar em como eu já estava há semanas sem conseguir produzir um conteúdo decente e atualizar sequer a minha própria página, me lembrei sobre algumas palavras do meu professor de Ética e Legislação em Comunicação - sobre como tentar fazer duas coisas divergentes ao mesmo tempo e ter bons resultados em todas é algo impossível.

Tudo bem que você consegue ouvir música e estudar ao mesmo tempo ou ver televisão e comer, mas pense bem se você realmente está conseguindo curtir a música inteira e prestar atenção em tudo nos seus estudos ou se você realmente sabe o que está passando na TV e o gosto e quantidade exata do que está comendo. Essas são apenas analogias extremamente idiotas se pararmos para compará-las com a realidade maior da vida.

O ponto que eu quero chegar aqui é pra dizer que às vezes a gente precisa cair na real e entender que não - não dá pra fazer tudo e fazer tudo certo e bem feito - e além disso, a gente precisa cair na real ainda mais e entender que TUDO BEM!

Tudo bem que a gente não consegue manter tudo 100% perfeito o tempo todo. Tudo bem que a gente falhe aqui e ali. Tudo bem que eu fiquei quase um mês sem conseguir criar conteúdo porque nesse tempo eu consegui conquistar outras coisas. Está tudo bem porque nós falhamos aqui mas ganhamos lá. Está tudo bem porque mesmo que eu não tenha postado aqui, eu criei conteúdos pra uma revista impressa que saiu com 4 matérias minhas. Tudo bem eu ter faltado um dia no trabalho porque eu pude passar um tempo precioso com a minha mãe. Tudo bem seguir as próprias prioridades.

Entende o que eu quero dizer? Nem a vida nem sua cabeça irão permitir que você seja o ser perfeito que consegue fazer tudo perfeitamente - a menos que você seja a Hermione e tenha um vira-tempo para conseguir completar tudo com tempo, calma, paciência e dedicação. O importante é que no meio de todo esse caos, você consiga tirar aqueles 5 minutinhos diários pra por a cabeça no lugar e estabelecer prioridades.

A partir do momento que você consegue estabelecer suas prioridades, é possível seguir seu dia - semana, mês, vida - dando mais atenção para o que você julga precisar mais. Existem as prioridades totais - no meu caso, família, por exemplo é uma delas - que sempre estarão em primeiro lugar quando derem o menor sinal de necessidade. E existem também as prioridades diárias - como você decidir que hoje você vai cuidar do seu cabelo e das suas unhas ao invés de se irritar com aquele trabalho da faculdade.

Eu espero de coração que cada pessoa que ler isso consiga entender tudo o que eu quis dizer - e quem não entender, desculpa mas minha cabeça anda tão caos quanto a minha vida, perdoem e não desistam de mim. Espero também que todos consigam definir suas prioridades e assim conquistar as coisas mais importantes - sejam elas o que forem! E também espero muito que vocês me contem qual a principal prioridade e o principal objetivo de vocês - saibam que estou torcendo aqui para que consigam <3

Em meio a tanto caos que cerca nossas vidas, o número de pessoas fazendo tratamentos psiquiátricos pra X transtornos mentais é indubitavelmente maior. Com esse aumento vem também o crescimento do julgamento, já que as informações não se proliferam proporcionalmente como o número de pacientes, infelizmente. Acredito que nos últimos anos a venda de antidepressivos - para enxaquecas, ansiedade, depressão, etc - tenha gerado um lucro enorme para o comércio farmacêutico e trouxe consigo a ilusão de serem a causa da felicidade, o que foge totalmente da realidade - então bora bater um papo sobre isso?


Posso dizer com muita certeza que a sertralina - medicamento que eu tomo - e outros antidepressivos não trazem felicidade nenhuma, o que acontece de verdade é que ela ajuda a regular os nossos neurotransmissores. Essa regulagem também não é a causa da felicidade, mas é o começo para voltarmos a reconhecê-la - assim como outros sentimentos. 

Vamos pensar na nossa mente como um computador e nossos sentimentos são programas que instalamos e rodamos neles. Em certos momentos da nossa vida, nosso software pode estar incompatível com o programa felicidade.exe e, a partir daí, podemos ou passar normalmente por isso - em uma mente sem nenhum transtorno, os neurotransmissores atualizariam o software sozinhos para que tal programa voltasse a rodar - ou precisamos que um técnico (psiquiatra) entre com processos de atualização (medicação). O programa está ali tanto quanto a felicidade está em nossas vidas mas, às vezes, nossa mente se torna incapaz de reconhecê-la e senti-la, por isso deixamos de aproveitar coisas que antes nos traziam tantas alegrias.

O que a medicação faz em nossa mente não é a instalação de programas, mas sim uma atualização para a compatibilidade de nossos sentimentos com a nossa cabeça. Muitas vezes nossa mente chega num ponto onde se torna incompatível com qualquer sentimento - não há felicidade, raiva, tristeza, nada - o máximo que se pode definir disso é a indiferença e cá trazemos mais uma prova que esses remédios não são drogas de felicidade, já que com eles nós voltamos a sentir tudo - até as coisas negativas, e está tudo bem com isso.

Assim como um computador precisa de diversos programas pra rodar nós também precisamos. A vida num todo é feita de puro equilíbrio - luz e sombras, doce e sal, bem e mal - e nós precisamos ter de tudo um pouco para mantê-lo. É claro que ninguém gosta de ficar mal, mas o mal também é necessário por diversas razões, seja para aprender algo ou valorizar o bem, nós precisamos disso. Eu mesma já falei sobre a necessidade que temos de nos frustrar e isso também se encaixa aqui - muito bem por sinal. A vida não é um mar de rosas e nem um labirinto de espinhos - ela é um jardim onde há sol e tempestades, flores e espinhos, vida e morte - equilíbrio. 

Para aqueles que necessitam destes remédios - já em tratamento ou vão começar - não se enganem pensando que os antidepressivos são drogas de felicidade, a ilusão disso pode trazer recaídas e quedas que tornarão seu caminho mais difícil. Encare os medos das suas tristezas e frustrações, saiba que da mesma forma que elas chegaram, elas também se vão. Compreenda o equilíbrio da vida e a necessidade dos momentos ruins e, desta forma, eles se tornarão cada vez menores dentro da sua própria perspectiva.

Para aqueles que convivem com quem precisa das medicações, também não se enganem e não cobrem uma vida 100% feliz só porque alguém toma antidepressivos. Se a sua vida não é perfeita, porque a de outro alguém deveria ser? Respeite os momentos de dor e tristeza - a empatia é a chave de tudo. Também deixem os julgamentos de lado, não é porque alguém precisa de um comprimido para passar por alguns momentos que as alegrias dele é falsa ou de menos valor que a sua. Gosto de pensar na depressão como diabetes - a sertralina como a insulina. A absorção do açúcar de um diabético que toma insulina não é pior que a de alguém saudável, assim, a felicidade de quem toma antidepressivos também não é pior que a daqueles que não o tomam. 

Como dito aí em cima: a empatia é a chave para relações de respeito e prosperidades. Você jamais saberá com certeza tudo o que o outro passa - e ninguém jamais saberá o que você enfrentou - então é hora de entender sem julgar. Aprender. Respeitar.


Entre conversas com minha mãe e aulas de psicologia na faculdade me prendi na ideia da necessidade das frustrações em nossas vidas. Parece estranho pensar assim, mas a questão é que as frustrações, as decepções são extremamente essenciais para que possamos continuar levantando dos nocautes da vida. Não, eu não estou dizendo que quero ser uma pessoa frustrada ou que nós deveríamos viver em mares de desilusões, mas apenas que de vez em quando, nós precisamos de um tombo ou outro.

Quando nós começamos a entender a necessidade desses desapontamentos tudo fica mais fácil de lidar. Não, não é nada fácil. Muito pelo contrário, é algo extremamente difícil - aparentemente impossível - principalmente quando estamos caídos sem enxergar sequer uma mão que nos ajude a levantar. Entretanto, é exatamente nessas horas que precisamos enxergar o invisível - são essas coisas que nos ajudam a fortalecer nosso psicológico.

Eu não quero que você pense que devemos ficar tomando os tapas, chutes e socos da vida sem reagir, apenas aceitando - é exatamente o contrário. Cada um desses golpes deve nos ensinar como nos defender deles mesmos. Eu espero de coração que você já tenha assistido O Rei Leão - se não assistiu vá assistir AGORA - e nele temos esse exato aprendizado com a própria história do Simba.
O passado pode machucar, mas como eu vejo é: você pode fugir dele ou aprender com ele. - Rafiki
Mais uma vantagem de se entender a necessidade de tomar uns caldos no mar da vida é que junto com esse conhecimento vem a coragem de arriscar e quem não arrisca, não petisca, não é mesmo? A partir do momento que temos a compreensão de que podemos sim nos machucar - e aprender com os machucados - mas sabemos também que se tudo der errado, pelo menos aprenderemos algo, nós tomamos aquele super fôlego e encaramos os desafios da vida de frente.

Essa reflexão acaba servindo para muitas coisas. Por exemplo, vamos nos arriscar num emprego novo. Se tudo der errado na entrevista, podemos tomar como lição as coisas que erramos naquele momento para que nas próximas oportunidades, nada disso se repita. Quando conseguimos compreender os erros de tudo que nos cerca, começamos a ter a percepção dos caminhos que podem dar certo ou não, começamos a ver com antecedência os prós e contras de uma forma muito mais clara e com muito mais sentido.

Com tudo o que digo aqui, quero dizer que não quero que você passe uma vida inteira de frustrações - longe de mim querer isso. Mas quero que você consiga entender que frustrações além de inevitáveis também são úteis. Quero que ao final deste texto, você tenha novos olhos para olhar para elas. Quero que no próximo soco - ou tapa, ou chute, ou rasteira - que a vida te der, você consiga encarar e tirar o melhor disso. Quero que você fuja de golpes por causa das decepções que você já passou e por tudo que já aprendeu. Quero que você seja tão forte quanto não imagina que é.


Hoje eu tive meu primeiro surto. Hoje eu me deixei gritar, jogar tudo por aí, chorar e libertar meus pensamentos de cabeça quente. Hoje eu gritei, disse que ia matar alguém enquanto jogava meu caderno contra a parede - e só não joguei o celular porque é novo ainda. Hoje eu estava sozinha em casa surtando brutalmente por algo inútil, que não merecia nem 1/10 da raiva que emanava de mim. Hoje eu me vi explodir de raiva como nunca me imaginei fazer.

Hoje eu não achava a carteirinha do ônibus, ela sumiu do único lugar em que devia estar. As lágrimas não se permitiam ser presas. Os gritos? Muito menos. Hoje eu estava sozinha em casa e explodi como se estivesse só em todo nosso universo. Hoje eu senti o alívio que é expor toda essa adrenalina. Hoje eu quis quebrar tudo e, por sorte, tinha alguns objetos em mãos pra jogar na parede. Hoje eu não quebrei nada além da barreira entre meu ego e superego e me deixei esvair por alguns instantes.

Hoje eu quis quebrar o mundo e tudo que se relacionasse a ele, senti que nada nem ninguém poderia conter todas as explosões de sentimento que sentia em meu peito. Hoje eu me aliviei de todas as TPM's que me prendi, dos choros que guardei, dos gritos que não dei.

Hoje eu estava sozinha, sem perigo de machucar ninguém - fosse por algo físico ou por meras palavras - hoje eu soltei meus instintos e vi o mundo com novos olhos - os olhos de alguém sem limites sociais. Pude ver e sentir o mundo como um predador que caça sua primeira presa, pude me abster de todas as correntes que um dia me prenderam e - mesmo que por apenas alguns instantes - me senti realmente livre.

Na hora, dominada por uma onda de sentimentos negativos, quis explodir junto com tudo o que sentia e alguns minutos depois - entre lágrimas e a bagunça formada no quarto - desisti dos objetivos da noite como se nada mais pudesse dar certo no mundo. Após o grande BUM de adrenalina, caí em prantos na cama como se meu mundo inteiro fosse ser destruído após minha falta na faculdade. Não que precisasse fazer muito sentido já que, naquele ponto pós tchakabum, nada mais fazia sentido - eu mesma não sabia porque havia feito tanto escândalo.

Com tantas coisas jogadas entre os tacos do chão do quarto, o sentimento de impotência me dominava e de tudo eu já havia desistido. Não sendo o bastante, a única pessoa que poderia saber onde minha ben(mal)dita carteirinha se encontrava, tinha o telefone impossibilitado de receber ligações. Minha mãe teimava em me mandar ficar calma e se recusava a me deixar sair do telefone com a rapidez que eu desejava - eu só queria avisá-la e me livrar novamente para chorar em paz.

O desfecho disso tudo? Eu, por fim, achei a ben(mal)dita da carteirinha em um lugar em que demorei para procurar - onde ela não deveria estar - e celebrei muito o atraso do ônibus. Porém meu estresse não poderia terminar aí. Sorte a minha ter surtado antes, sozinha. Os próximos estresses foram muito mais fáceis de lidar depois de ter tido um ataque presa no meu quarto.

A moral disso tudo? Boa pergunta, acho que foi um aprendizado - com muita sorte - sobre guardar os bad feelings por tanto tempo e ver que, por melhores que nós possamos tentar ser, todos temos um limite e este pode estourar de uma forma que jamais esperaríamos. Eu dei a sorte de ter um momento destes sem grandes desastres - além das consequências de um alto nível de estresse pelo resto da noite - e sem prejudicar ninguém ao meu redor, mas nem sempre podemos contar com a sorte do destino, não é mesmo?

Quem mais já passou por algo parecido? Tem dicas pra ajudar os coleguinhas que podem - ou não - passar por algo assim? Deixa aqui nos comentários pra ajudar o mundo a ser menos estressante e mais amorzinho!

O espírito de natal e final do ano já está batendo na porta, né? Então hoje foi decidido que era dia de reunir links que se relacionassem com duas coisas super importantes na nossa vida, para que possamos refletir sobre os valores da família e da amizade. Cola aqui comigo que você vai se emocionar também!

AMIGA, EU PRECISO TE AGRADECER
VOCÊ VAI PERDER TODOS OS SEUS AMIGOS
TODA MÃE É IGUAL
TUDO SOBRE A MINHA IRMÃ
PRIMOS: UMA AMIZADE ESPECIAL

E aí, o que acharam do Top Links dessa semana? Tentei selecionar alguns textos que trouxessem um pouco de reflexão, principalmente agora que entramos nessa época de renovação e gratidão! Espero de coração que tenham gostado! Mas me contem aqui nos comentários, tá? SINCERIDADE hahaha!

Para quem não sabe, os votos de casamento não são apenas um momento de declaração, mas também de promessa.


Hoje, aqui vim me declarar e prometer. Estamos juntas há o que? 20 anos e alguns meses, sim, tudo isso já passou. Nem parece que foi tanto tempo, às vezes, quase sempre, sinto que ainda não te descobri por inteiro, que ainda tenho um universo inteiro a te conhecer.

Me perdoe por não lembrar exatamente quando ou como tomei consciência da sua pessoa, mas mesmo sem saber, eu pude te sentir, te viver. Peço perdão mas também te agradeço, por ter sido suficientemente forte em todos os piores dias de nossas vidas. Estamos aqui, não é mesmo?

Houve choro, gritos, surtos de raiva e de tristeza, mas cada um deles só nos fez mais fortes. Nem sempre a gente acordou amando aquilo que víamos, mas está tudo bem, pois nunca deixamos de amar o que vivemos, e isso sempre foi mais importante.

Houve tempos em que não houve vontade de fazer um mimo, ou mesmo de fazer companhia, mas tudo bem, nós não desistimos por causa desses empecilhos. Nós estamos aqui, não estamos?

Me perdoe pelas vezes que fui desleixada, que te odiei mesmo que por pouco tempo, que sonhei em viver um outro alguém. Obrigada por não desistir.

Hoje eu me caso não com alguém que a morte há de separar, mas sim com quem nada nem ninguém pode me tirar. Hoje eu me caso comigo, eu me amo e me prometo melhorar, me cuidar e ao meu bem estar ser fiel. Hoje eu sou minha.

Seu corpo pesa enquanto dentro de você, sua alma levita. Sente sua alma esfriar, gélida como um paredão de neve, mas por fora, sua pele queima, exala o calor que tanto guardou. Você respira, está viva mesmo naquele momento em que sua mente está quase completamente desligada.


As energias fluem em suas veias, tão naturalmente como as geadas de um inverno sub-tropical. O mundo externo desapareceu, levando consigo tudo aquilo que não pertencia àquele momento. Os olhos pesam, ela já não enxerga com mais nada, se não a alma. A mistura dos sentidos é tão certa quanto confusa.

Ela sente o cheiro daquele doce sabor de uma maçã madura. Saboreia o som dos elementos percorrendo seu corpo com as mais diversas sensações. Vê o exalar daquele cheiro de ervas que passeia pelos ares. Respira fundo. Sua mente se foca em nada ao mesmo tempo que se foca em cada pequeno detalhe de sua vida.

Se fosse possível abrir os olhos e finalmente ver tudo aquilo que sua alma sente, encontraria-se mergulhada no mar de um universo jamais descoberto, seu corpo pulsaria a cada respiração ao sentir as energias seguirem seu fluxo interno. Viveria um momento que jamais seria imaginado, um momento impossível de ser revivido por qualquer outro indivíduo.

Se fosse possível viver tudo aquilo que a alma sente, a essência de uma vida perfeitamente errônea jamais se deixaria existir.

O acordar a chama, sua alma se fecha novamente para a vida. Ela desperta.


Vejo e revejo os prints guardados em back ups, era do MSN e do Orkut. Do depoimento e do “te considero pakas”. Das palavras que mais existiam e menos valiam. Penso e repenso. Se cada uma delas fosse, mesmo que minimamente, verdade, eu teria amado e odiado tantos, sido amada e odiada por outros tantos. Palavras, apenas palavras?

Não sei se é coisa de maturidade, de aumento de raciocínio ou só uma nova forma de ver a vida. Eu só sei que não, não é preguiça de chamar alguém de amigo, de amor ou de irmão. São palavras curtas e, na verdade, me facilitaria usá-las. Mas a questão é que as palavras, depois de um tempo, deixaram de ser só palavras.

Com o tempo, alguns dias, alguns anos, as palavras e seus significados se tornaram ainda mais intrínsecos pra mim. As palavras deixaram de ser apenas grafias para se tornarem pequenos barcos, carregados com histórias, pesos e significados em cada uma de suas letras. As palavras valem e pesam.

Cada qual tem seu lastro, seu valor, variante para cada indivíduo, para cada contexto, para cada história. Cada expressão se tornou essencialmente diferente. Um “sinto sua falta” se difere de “estou com saudades” tal qual um “sim” se difere de “é, pode ser”. Cada peso, cada tom, cada som se propaga em diferentes vias e formas pelo meu corpo, pela minha alma.

Se é frescura, falta do que fazer ou chatice, eu não sei. Tudo que posso saber é aquilo que eu sinto ou mesmo deixo de sentir. Tudo o que posso saber é aquilo que passa e se entranha por mim. Tudo o que sei é o que passo e passei. Tudo o que sei é que, hoje as palavras me valem muito mais que alguns anos atrás. Tudo o que sei, é que se digo, o faço com a certeza de saber o que se esconde por trás de cada palavra.

Sábado, dia da gente reunir links bem especiais para vocês e o tema de hoje é para, além de animar o final de semana, inspirar vocês a mudarem, a conquistarem, a superarem. Algumas conquistas que mudaram histórias estão aqui para vocês.


HISTÓRIA DAS MULHERES DA RIO2016


DICA DE FILME SOBRE ATLETAS PARAOLÍMPICOS 


UM RELATO SOBRE RELACIONAMENTOS ABUSIVOS


UMA BREVE HISTÓRIA SOBRE STEPHEN HAWKING


ANTES E DEPOIS DA DEPRESSÃO


Bom galera, por hoje é isso! Espero que tenham gostado da seleção e que ela tenha inspirado vocês de alguma forma! É preciso sempre lembrar que as mudanças acontecem, queiramos nós ou não, e quando elas vem, nós devemos estar preparados para usá-las ao nosso favor. Não desistam galera, aproveitem as mudanças que a vida traz para aprender e crescer com elas. Bom final de semana pra vocês!!

Citação da série Dexter

Se eu contasse a vocês a quantidade de vezes que já comecei esse texto de hoje, vocês ririam da minha cara ou me chamariam de superexigente ou perfeccionista demais, alguns me mandariam relaxar e outros me parabenizariam pelo esforço. Eu já li, já vi imagens, já pensei e despensei, mas não acho meu punctum*, não há nada que me fere, me mortifica ou me apunhala, nem nas fotos, nem na vida.

A única companhia, no momento, é a frustração de não sentir o bastante para poder escrever. Ou será que sinto tanto a ponto de não sentir? Minha cabeça parece querer me contrariar mais do que a própria encarnação da negação de obediência: a impressora que me odeia e nunca funciona corretamente. Ambas se recusam a me auxiliar em minhas obrigações, parece que a cumplicidade delas tem um único objetivo: me enlouquecer e me fazer desistir de tudo, mas não pretendo sucumbir aos desejos de duas maquininhas, mesmo que uma delas faça parte de mim.

Desabafadas as intrigas com a impressora, me resta o de sempre; as intrigas internas das quais não sou capaz de fugir as 18h. Me sobram uma mente que gosta de me pregar peças diariamente e um coração que se cansou de cooperar. O resultado dessa soma caótica? Uma indecisão eterna se o que acontece aqui dentro é sentir demais ou de menos, uma luta constante para tentar buscar aquela tranquilidade que a gente ainda sonha que existe e, por fim, a constante indiferença sobre a rotina, o futuro e a vida.

Talvez eu esteja assistindo muito à série Dexter ou talvez uma parte das minhas mil tenha se esgotado tipo quando o shampoo acaba antes do condicionador, não sei. A única coisa que eu posso saber agora é que mesmo que eu esteja transbordando todas as incertezas que eu poderia ter, a indiferença ainda se sobrepõe à necessidade de respostas e isso incomoda, um pouco, muito, incomodaria o suficiente? Não sei.

Seria esse o meu tão aclamado punctum? Seria a escassez de sentimentos aquilo que me fere, mortifica e apunhala? Quem sabe eu não tenha chorado em aulas de morte fotojornalismo olhando para uma imagem qualquer que fosse para que pudesse conhecer toda essa angústia de uma forma que me fosse mais cabível, sem uma foto única, mas sim com todas as que formam o meu dia-a-dia, sentindo-me tão dilacerada sem sequer compreender o que me mortifica. E você? Já achou seu punctum?

* Punctum: "O segundo elemento vem quebrar (ou escandir) o studium. Desta vez, não sou eu que vou procurá-lo (como eu invisto com a minha consciência soberana o campo do studium), é ele que salta da cena, como uma seta, e vem trespassar-me. Existe uma palavra em latim para designar essa ferida, essa picada, essa marca feita por um instrumento aguçado; essa palavra convinha-me sobremaneira porque remetia também para a ideia de pontuação e porque as fotos a que me refiro estão efectivamente pontuadas, por vezes, até salpicadas, por esses pontos sensíveis. Essas marcas, essas feridas são, precisamente, pontos. A este segundo elemento que vem perturbar o studium eu chamaria, portanto, punctum; porque punctum é também picada, pequeno orifício, pequena mancha, pequeno corte – e também lance de dados. O punctum de uma fotografia é esse acaso que nela me fere (mas também me mortifica, me apunhala)" (A Câmara Clara, Roland Barthes)

Foto: diariodepre.tumblr.com


Oi pessoal! Hoje meu post vai ser um pouquinho diferente, quero falar de algo muito sério com vocês. O assunto de hoje são as diversas doenças mentais que nos afetam e que, muitas vezes, deixamos de lado por acharmos que é tudo bobeira, frescura ou "coisa da nossa cabeça". Bom, talvez seja coisa da nossa cabeça, mas não como você pensa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão será a doença mais comum do mundo no ano de 2030. Essa é apenas uma das diversas doenças e transtornos que são diariamente subestimados e até mesmo romantizados.

Um dos exemplos mais famosos da exaltação de uma doença mental foi o pico de popularidade do tumblr, onde era cool você ser bipolar ou depressivo, os textos e descrições de cada blog deixavam isso claro. Entretanto, pouco se entende realmente sobre estas doenças e dificilmente os adolescentes ali eram realmente diagnosticados com essas doenças ou mesmo buscavam tratamento. A questão aqui é que toda essa romantização acaba por gerar uma negligenciação daqueles que realmente sofrem dessas doenças.

Imagine você, sempre acostumado a ver mil e uma pessoas reclamando sobre ter isso e aquilo. Quando alguém realmente sofre daquilo, será que você ou mesmo a própria pessoa iria acreditar? Ou pensaria que é apenas mais um desse grupo que afirma passar por isso sem realmente saber? Entendeu onde eu quero chegar?

Não quero dizer que caso você se sinta assim, você não possa desabafar em nenhum lugar, muito pelo contrário. Você deve sim tirar isso do peito, mas deve também buscar ajuda pra compreender o que realmente está acontecendo com você e conseguir aprender como se tratar e melhorar. Vangloriar uma doença não vai ajudar, mas entendê-la, saber como apoiar quem tem e buscar um tratamento, sim!

Foto: Você Não Está Louca (Facebook)

Muitas vezes passamos por alguns quadros dessas doenças sozinhos, sofrendo sem ter apoio por termos vergonha, medo de parecermos loucos ou crianças mimadas cheias de frescura. É preciso parar não apenas com a romantização, mas também com o preconceito que giram entorno dessas doenças. Não é lindo ter depressão assim como também não é feio ter transtorno bipolar. É triste. É triste ter uma doença, seja ela qual for, e é mais triste ainda ter que passar por alguma delas sem ter o apoio necessário para curá-la.

Se você tem quaisquer dúvidas sobre a sua saúde mental, se você acha que há a mais remota possibilidade de você estar passando por algum quadro ou ter alguma doença crônica, por favor, busque um tratamento. Procure se orientar sobre o que está passando e tenha as forças para ir atrás da sua saúde. Meu bem, você não está louco e muito menos sozinho, você está doente como outras pessoas também estão e todos que passam por isso precisam e merecem respeito e um tratamento adequado para cada diagnóstico.
*Para quem quiser, deixo aqui a sugestão de uma página no Facebook que eu, particularmente, acho que trata maravilhosamente bem sobre estes e alguns outros assuntos: Você Não Está Louca

Foto: Capinaremos.com

Se você tem certeza que está bem, que não passa por nada disso, eu te peço encarecidamente que se informe. Procure, descubra, aprenda pelo menos um pouco sobre esse universo das doenças mentais e tenha um mínimo de empatia (como eu já expliquei aqui). Conhecer é não ter medo, é não julgar, é respeitar. Com a sua empatia você pode ajudar todos que passam por isso diariamente, auxiliar na orientação para um tratamento e, quem sabe, até salvar o dia e a vida de alguém. Doenças mentais não são brincadeiras, como o próprio nome diz, são doenças.

Foto: Edward Honaker

Hoje eu acordei com medo. Com medo de escrever, de respirar, de perder. Acordei com medo de olhar pro lado e ser mais um daqueles dias. Acordei e vivi mais um daqueles dias. Me tranquei num ninho de cobertas no sofá e tudo que pode me tirar de lá era a fome. Fui incapaz de lavar uma louça, de conversar com alguém, de viver um dia. Hoje, eu apenas existi. Não houve vontade, e muito menos forças, para fazer nada além de avançar alguns vários episódios de uma série policial, nada que me obrigasse a viver além da própria existência.

Hoje, que dia. Posso dizer que nada fiz, fisicamente, mas que dia. Acabo ele cansada, mais enferma que em dias de pura correria. Nenhum esforço físico me fez sair direito do sofá, belisquei algumas comidas, algumas mais frias que meu próprio peito, mas a cada pensamento minhas forças pra viver este dia se esvaíam. Cada puxada de ar me fazia sentir todo o peso do mundo em cima de mim, a cada respiração eu não aguentava mais. Eu não me aguentava mais.

Por entre horas semi acordada e dormindo, me perdi no tempo e mal pude perceber o sol se por ou os passarinhos parando de cantar, implorando pelo pão que sempre tem pra eles na janela. Não vi que horas os vizinhos acenderam a luz negra da varanda deles e mal me importei em ligar o globo de luz da minha, como faço as vezes pra brincar sobre as luzes fora do padrão e me deliciar nas viagens que as imagens coloridas me trazem. Por horas, eu apenas existi, permaneci num estado que me causa desconforto ao mesmo tempo que é tão confortável, que me impede de tentar sair. Hoje, eu não tive forças.

Não, não foi um dia de recaída por algum antigo amor, tampouco perdi um emprego ou peguei uma gripe que tenha me derrubado. Hoje foi nada se não um dia ruim. Hoje foi um dia de existência e não vivência. Hoje foi o que alguns chamam de "dia do cão". Hoje eu quis desistir de todas as minhas conquistas, quis jogar tudo pro alto e fugir de tudo que me cerca. Hoje eu tive um dia ruim, e por mais que eu odeie cada um destes dias, quando eles vem, eu sei que vai ficar tudo bem. Hoje eu tive mil e uma más vontades, mas tudo bem, pois eu não fiz nada disso.

Foto: Edward Honaker

Hoje foi um dia ruim e eu sobrevivi a ele novamente, como sobrevivi a todos que vieram e sobreviverei a todos que virão. Descobrir que dias ruins existem e que não há problemas em enfrentá-los gastando sua energia apenas pra trocar de série, ir ao banheiro e comer, foi uma das melhores coisas que fiz. Quando descobri isso, percebi que os dias ruins existem pra muita gente, e que eles vem e vão. Em algumas épocas, eles são mais frequentes e tudo parece impossível, como se nada fosse melhorar nunca mais. É nessas horas que a gente aprende a lutar.

A gente aprende que está tudo bem em lidar com alguns dias ruins da forma que lidei hoje, desde que esses dias ruins não sejam sempre assim, desde que você aprenda a levar os dias ruins pra longe. Viver pra apenas existir por algumas horas chega a ser necessário pra algumas pessoas, como é pra mim. Uma recarga das baterias, de quando nossa mente e coração estão tão exaustos, que toda a energia que a gente tem, literalmente vai pra nos manter sãos. Então, se você está em um desses dias ruins, vai lá, deita na sua cama, assiste suas séries, deixa de viver um pouco e recarrega suas energias que esse dia vai passar. Assim como eu perdi a noção do tempo, você também vai, e quando perceber um novo dia já vai estar aí e vai ser bem mais fácil, mesmo que ele não seja de todo bom, você vai ter mais forças e com o tempo vai aprender como lidar com cada um deles.

Pode ir lá, você precisa disso e está tudo bem com isso.

Foto: http://selflovefashion.tumblr.com/

Ei garota, já acordou algum dia se sentindo bem lixosa? Olhando aquelas revistas jogadas no chão do quarto, as atrizes na propaganda da novela e aquelas meninas da faculdade que parecem que vivem de academia, comida saudável (e ruim, diga-se de passagem) e que não pisam pra fora de casa sem pelo menos um pó na cara, e pensando como arranjar a coragem, a força de vontade e a disposição para ser assim? Pois é, eu tenho certeza que já.

Infelizmente, eu tenho a certeza de que, por mais linda que você seja aos olhos de alguém, você dificilmente é tão linda pra você mesma. Eu, infelizmente, duvido que você consiga ver todo o seu charme, toda a sua graça, todo o seu humor, todo o seu brilho. Eu duvido tanto disso que agora, talvez eu devesse estar dormindo e descansando para uma prova, mas estou aqui pra escrever pra você. Não é por pena, não é por descaso, mas é por saber que dias assim te destroem garota. Por saber que naquele dia que seu cabelo está um mafuá, você não sente vontade nenhuma de viver por não se sentir bonita o suficiente.

Mas vem cá, me diz. Bonita o suficiente pra quem? Quem é que neste mundo não pode aceitar um dia de cabelo bagunçado, de cara limpa, de gordurinhas a mais? Quem é que é tão perfeito aos próprios olhos que se tornou incapaz de aceitar pequenas características que fogem do padrão?

Garota, eu te peço, eu te imploro. Para um pouquinho na frente de um espelho e te olha. Sem vergonha de se ver, olha pra cada pedacinho teu. Observa teus detalhes e se apaixone. Se apaixone pelo seu cabelo bagunçado, pelo seu dentinho torto, pelos seus culotinhos, pelas suas sardas e até pelas suas pernas tortas. Se você é, ou um dia foi, capaz de amar alguém com todos os defeitos possíveis, por que seria diferente agora?

Eu sei que parece impossível compreender as dificuldades de se cultivar um amor próprio quando todo um mundo joga em nossas caras todos os nossos defeitos. Eu sei que por mais magra que você seja, por mais lindo que seja o teu cabelo, por mais dentro dos padrões que você possa ser, ao se olhar no espelho sempre vai ter aquela coisinha que te chama a atenção e que te faz se odiar, mesmo que no fundo, ninguém mais perceba. Eu sei o quanto é mais fácil enxergar os defeitos do nosso corpo, eu sei que é mais fácil dizer "eu preciso emagrecer" do que "eu me amo e me aceito assim". Garota, o mundo é cruel com todas nós.

Foto: https://www.facebook.com/vocenaoestalouca/


Eu disse aqui um outro dia sobre a tal da empatia, um sentimento que deve ser cada vez mais cultivado em nossos corações. Essa tal coisinha, aliás, a sua falta, também nos afeta quando pensamos em nos amar. Afinal, o mundo critica todos e todas que fogem de seu padrão sem pensar em qualquer consequência. Então, friso aqui a importância de praticar estes fenômenos que são tão interligados; o amor e a empatia. Lembrando que não adianta amar o outro sem saber se amar. Então garota, vai lá no espelho, se olhe, se apaixone, se ame, se encante. Esqueça o que o mundo, o que os outros querem de você e renasça para ser aquilo e quem você é, da forma como você deseja ser.

Se por em primeiro lugar nem sempre é egoísmo, minha cara, às vezes é questão de necessidade, para com você e para com o mundo. Não se pode praticar o bem de forma plena quando não estamos bem conosco. De nada adiantará trazer o melhor ao mundo se isso significa subtrair de você mesma, a cada dia, mais e mais forças. Deixar de se amar para amar ao próximo não funciona. Se ame, se viva, se seja.

Àqueles que, por alguma razão mequetrefe, são diariamente impossibilitados de demonstrar seus sentimentos pelo seu/sua cônjuge, eu sinto muito. Eu sinto muito por cada ameaça que vocês já sofreram. por cada piadinha preconceituosa que vocês tem de ouvir. Por cada olhar torto que receberam causados por um abraço ou um carinho em público. Por cada palavra maldita, malditas palavras, que seus ouvidos e olhos tiveram que aturar. Por cada gota do amor de vocês que é torturada, pisada, abominada.


Foto: ograd0ce.tumblr.com


Eu sinto muito por vocês terem que viver numa sociedade que não aceita ou respeita a singela doçura que é o amor de vocês. Eu sinto pelo mundo que não entende que aquela breve sintonia do sorris de vocês é infinitamente mais importante que qualquer palavra mal dita ou mal interpretada, malditas palavras. Eu sinto muito por cada amor escondido, ferido ou assassinado. Eu sinto muito pela incompreensão social sobre o verdadeiro amor.

O dia dos namorados, já passou; as propagandas começaram a sumir; as declarações já caíram nos feeds; mas enquanto isso, o luto e a luta permanecem todos os dias. As violências, as mortes, os discursos de ódio se propagam mais rápido do que qualquer epidemia. Mesmo quando falhamente disfarçados de piadas, opiniões ou protegidos por alguma religião qualquer, a violência e a intolerância se mostram diariamente. As mortes e as agressões são constantes e colocam a sociedade numa posição cada vez mais retrógrada.

Acordamos a cada dia com um mundo menos tolerante. Vemos, assistimos, muitas vezes em silêncio, as dilacerações em cada tentativa de obtenção de respeito, de empatia, de compaixão. Renasce a cada dia a nossa esperança de acordar num mundo que esteja coberto não de sangue, mas de amor.

Foto: www.ectogasm.net


Você que tem o privilégio de poder assumir e demonstrar seu afeto e seu amor publicamente, aproveite. Aos que são mortalmente silenciados todos os dias, eu vos desejo força e coragem. Que vocês tenham sempre a força e a coragem para amar, para lutar, para resistir. Que um dia vocês acordem dentro de uma sociedade que saiba ver seus amores florescerem e saibam apreciar a beleza de cada flor, por mais diferente que ela seja. 

Foto: Página Facebook Natália SG Ilustrações


Para quem não sabe, aqui vai um resumo. Empatia é você se tirar do centro de seu universo para ter a capacidade de por um outro alguém neste lugar, poder olhar para esta pessoa e se por no lugar dela de forma a tentar entendê-la.

Talvez você esteja se perguntando qual a relevância de saber e praticar esse sentimento, mas para saber isso é preciso abrir os olhos e observar o mundo, enxergar além do próprio umbigo e compreender como a sociedade pode ser vil e cruel. A partir do momento em que saímos da nossa zona de conforto, com a mente e o coração abertos para olharmos a realidade de uma forma totalizada, devemos estar preparados para o tapa na cara que receberemos. 

A questão é que a realidade machuca. Dói ver mulheres sendo assediadas e estupradas diariamente, crianças morrendo de inanição, pais de família morrendo em guerras fúteis, idosos sendo espancados pelos próprios filhos. Você que se deu a liberdade de imaginar cada uma destas situações e sentiu ao menos uma cutucadinha no peito, você talvez já tenha entendido a importância da empatia.

Quando há a empatia, há respeito e compaixão, coisas que num pequeno momento podem não te custar nada e ainda assim ser a mudança no dia, na semana, na vida inteira de alguém. A existência deste sentimento é um caminho na ajuda da melhoria do mundo. Compreender, ou ao menos tentar, o outro nos ajuda a trazer à tona um pontinho a mais de esperança. 



Muitas vezes ouvimos a famigerada frase "fazer o bem sem olhar a quem", mas não é bem assim. Pensar desta forma te faz praticar o bem de uma forma quase que alienada, ligada no automático quando você poderia estar fazendo e recebendo muito mais. Sim, exatamente, recebendo! Fazer o bem ao próximo é receber gratidão, um dos melhores presentes. Olhar no fundo dos olhos de alguém e sentir a gratidão daquela pessoa por você é algo infinanciável. Não devemos despejar nenhum tipo de ajuda, mas vamos pensar no seguinte exemplo: você separa várias roupas suas para doar aos moradores de rua de sua cidade, entretanto a grande maioria deles já possui roupas e, naquele momento, necessita de um alimento ou um remédio específico. Entendem o que quero dizer? É preciso sim olhar a quem fazemos o bem, entender o que o individuo necessita naquele momento para que assim você possa ajudá-lo verdadeiramente. 

Talvez você não consiga abraçar e mudar o mundo de uma vez só mas, talvez, o teu abraço, o teu olhar, a tua compreensão pode mudar uma vida inteira. 


Bom pessoal, agora que vocês conheceram um pouquinho do que escrevo vou me apresentar. Me chamo Samantha Verhaeg (calma, é só ler "Ferrá"), tenho 20 anos de sobrevivência no planeta Terra e desde então venho vivendo como toda geminiana: cheia de dúvidas, ansiosa por aventuras, fugindo da rotina e buscando coisas novas. Atualmente curso jornalismo na Universidade Federal de Uberlândia e não, eu ainda não sei no que quero trabalhar, mas sei que o convite para ser colunista aqui do blog foi um incentivo e tanto pra mim! Agora estarei aqui nas terças-feiras buscando trazer um pouquinho a mais de algo (inspiração, coragem, risadas, o que estiver no ar haha) pra animar a semaninha de vocês!